quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Minha oração por July

        Meu filho caçula já sofreu diversas tentativas de assalto. Apesar dos nossos conselhos, reagiu a todas e ainda está aqui conosco. Agora eu recebo a notícia de que a filha dos meus compadres, Marcílio e Gel, padrinhos do meu caçula, perderam sua filha Jéssica Juliana (complicações no parto), carinhosamente chamada por todos nós de July. Fico pensando em como eu reagiria se tivesse perdido algum filho, porque, apesar de tudo que sei e da minha espiritualidade, a partida de alguém jovem sempre me deixa triste.

         Sei que July cumpriu a sua missão aqui e retornou à casa do Pai para receber outra missão, senão aqui mesmo, mas em outro lugar, porque a casa do Pai tem muitas moradas. Mas ela partiu deixando aqui o pequeno Enzo Gabriel, e sempre que olharmos para ele iremos lembrar de alguém alegre, feliz, respeitoso, trabalhador, inteligente, humilde, enfim, cheio de qualidades que compensem os seus defeitos, pois todos nós os temos. Enzo veio para servir de missão para os que ficaram. Sei que não lhe faltarão amor, amizade e cuidados.
         A partida prematura de July me faz pensar nos versos do poeta que disse: “Penso que cumprir a vida seja simplesmente compreender a marcha e ir tocando em frente. Como um velho boiadeiro vou tocando os dias pela longa estrada...”. E é assim que eu vejo a humanidade. Sejamos nós boiadeiros, bois, ponteiros, batedores, tangedores, cozinheiros, provedores, animais de carga, curandeiros ou cães de guarda, cada um de nós vai cumprindo a missão que lhe foi confiada na jornada da vida.

         Sei que alguns dão o melhor de si, outros nem tanto. Alguns reclamam sempre e outros são gratos por encontrarem um lugar na comitiva. Alguns trabalham bem outros não. Outros sequer trabalham e vivem à custa do trabalho dos outros. Mas, no final da jornada, cada um receberá o que bem mereceu. E desde o dia em que chegamos, assim que adquirimos consciência da nossa existência, sabemos que a jornada vai terminar sem aviso prévio. É a única constante na nossa vida. A única certeza, pois, como temos livre arbítrio e inteligência, tudo mais dependerá das escolhas que fizermos. São inúmeras as variáveis.

         Já vivi mais da metade da minha vida e já encarei dona Morte diversas vezes e não vivo pensando nela. Não há nada que eu possa fazer em relação a ela. De sorte que, apesar do impacto que sofri com a notícia, logo me recompus e fiz a seguinte oração por July: Senhor Jesus, ilumina o caminho dessa nossa irmã; Maria, mãe de Jesus, proteja-a com seu manto sagrado. Deus, nos dê força, coragem e sabedoria para melhor empreendermos as jornadas e missões que nos confiar!

Cristóvam Aguiar

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Os microrganismos 'bons' transmitidos durante o sexo sem proteção

A Organização Mundial da Saúde (OMS) acredita que, todos os dias, mais de 1 milhão de pessoas no mundo adquirem uma doença sexualmente transmissível (DST).
Algumas dessas infecções afetam a fertilidade, enquanto outras provocam complicações ainda mais graves. Por isso, há inúmeras razões para evitar que esses visitantes indesejados acabem se instalando no nosso corpo.
A má reputação das DSTs é provavelmente o motivo pelo qual cientistas vinham prestando pouca atenção à ideia de que alguns desses micróbios que viajam pelos fluidos sexuais podem, na realidade, ser benéficos.
Será que ao nos protegermos dos germes ruins que conhecemos não estamos evitando microrganismos que poderiam fazer bem à saúde? É cada vez maior o número de evidências que sugere que o assunto deveria ser mais explorado.

Questão de equilíbrio
Não é novidade que vírus e bactérias são incrivelmente importante para a nossa saúde. Dentro de cada um de nós está uma combinação de minicriaturas tanto benéficas quanto potencialmente causadoras de doenças. Se o equilíbrio entre os dois lados se perde, os problemas surgem.
Um exemplo: o gênero de fungo Candida é um micróbio que ocorre naturalmente na vagina. Sua procriação é controlada por outro microrganismo, a bactéria Lactobacillus. Se algo impede a bactéria de fazer o seu trabalho, ocorre uma proliferação de fungos, o que causa os desconfortáveis sintomas da candidíase.

Image copyright Getty Como organismos benéficos ainda precisam ser identificados, proteção é essencial

Nossos organismos evoluíram junto com os micróbios. Essas bactérias, fungos e vírus vivem em nossa pele, nos intestinos e em parte de nossos genitais. Apesar de a ideia ser um pouco desconfortável, é cada vez mais evidente que esses seres têm um papel fundamental na nossa fisiologia.
O primeiro passo para entender esse papel é identificar os microrganismos. Aqueles que são transmitidos durante as relações sexuais são chamados de micróbios sexualmente transmissíveis (MSTs).

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Cristóvam Aguiar lança livro Mas eu lhe disse... dia 8 de novembro

No próximo dia 08 de novembro (domingo) o jornalista Cristóvam Aguiar estará lançando o livro, “Mas eu lhe disse...”. Trata-se de uma seleção de artigos escritos e publicados entre os anos de 2011 e 2014 versando sobre os mais diversos assuntos que, como diz o autor, “podem (e devem) ser confrontados com os dias atuais para que um estudioso, um historiador ou até mesmo o leitor mais curioso e perspicaz, possa avaliar se eu estava ou não correto nas minhas observações e opiniões”. Esta é a intenção de utilidade para o livro, segundo ele.
         O lançamento será no Boteco do Vital, localizado no bairro Kalilandia, esquina das ruas Boticário Moncorvo e Comandante Almiro, a partir das 11 horas, onde também estarão se apresentando artistas locais, haverá literatura de cordel, recital de poemas e contação de “causos”. Tudo muito feirense, muito nordestino como Cristóvam.
O livro é prefaciado pelo médico, compositor, poeta, escritor, membro da Academia Feirense de Letras, Outran Borges. “O livro tem em seu conteúdo maior, artigos publicados em jornais, ao longo dos anos, o que faz com que muitos dos temas pareçam ultrapassados, pois se referem,  obviamente, a situações passadas, e que causou uma certa relutância no autor quanto a sua publicação em livro; o que não concordo, pois, como já foi dito, “a história se repete” e existem fatos e opiniões que merecem sua permanência para a posteridade, o que mormente não ocorre em matérias publicadas em jornais. E isto apesar de simbolizarem, às vezes, o reflexo vivo de épocas e vivências, traduzidas através da observação crítica do jornalista”, diz Outran.
Sobre o autor, Outran Borges diz: “O estilo reto, conciso, às vezes aparentemente áspero, quase agressivo, mas tendo como sustentáculo os pilares sólidos, quase inabaláveis, de uma coragem jornalística preponderante. Seus leitores, e me incluo entre eles, já conhecem essa forma corajosa, e às vezes até intempestiva de relatar e opinar sobre fatos e situações; mas sempre numa clareza literária facilmente perceptível.  Quanto aos fatos, e a forma como são colocados, fazem parte desse estilo, o que lhes confere um valor “quase” histórico, e, talvez por isso mesmo, necessário”.
Para saber mais sobre o autor, vá ao lançamento e compre um exemplar. Além de você estar adquirindo uma obra de inquestionável valor literário, estará contribuindo para o Lar do Irmão Velho, uma das mais nobres instituições de caridade da nossa cidade.

Serviço
Lançamento do livro, “Mas eu lhe disse...” de Cristóvam Aguiar
Data: 08 de novembro de 2015
Horário: a partir das 11 horas
Local: Boteco do Vital – rua Comandante Almiro, esquina com Boticário Moncorvo – Kalilândia. Informações: semprelivre2009@gmail.com –  Tel (75) 991394977 - Cristóvam Aguiar


terça-feira, 27 de outubro de 2015

Estudante da Escola Maria Antônia da Costa ganha concurso nacional de Redação

A feirense Jéssica da Silva, de 13 anos, aluna da Escola Municipal Maria Antonia da Costa, é a ganhadora nacional na categoria Redação do Prêmio ArcelorMittal de Meio Ambiente – PAMMA 2015.  O concurso envolveu centenas estudantes de 38 cidades brasileiras. Além de redação, as crianças e adolescentes produziram também desenhos abordando o tema “Beber, nadar e pescar: uma reflexão sobre a água na nossa vida”. Há duas formas de participação - como comunidade ou filhos de funcionários. Jéssica foi premiada na primeira.
O evento contou com a presença do prefeito José Ronaldo de Carvalho e da secretária de Educação, Jayana Ribeiro, que prestigiaram os estudantes premiados.
Jéssica foi surpreendida pela notícia durante a premiação que aconteceu na manhã desta terça-feira, 27, no Teatro da Câmara de Dirigentes Lojistas, CDL. A estudante recebeu o troféu nacional, certificado de participação, um tablet e também o prêmio no valor de R$ 1.576,00, referente a dois salários mínimos. Ela é a primeira aluna feirense a ganhar o título nacional em mais de dez edições realizadas na cidade.
Em sua redação, Jéssica abordou o problema do desperdício de água e suas consequências. “É preciso falar sobre esse assunto, pois é importante preservar a água. A minha matéria preferida na escola é a Redação, por isso gostei tanto de participar e agora que ganhei, me sinto mais motivada a continuar escrevendo”, conta a estudante, que garantiu que irá guardar o dinheiro da premiação para realizar o sonho de estudar jornalismo.
Outros três estudantes da Rede Municipal foram premiados. Starlin Marcionilo, de 12 anos, do Centro Municipal de Educação Monteiro Lobato, foi um dos ganhadores na categoria desenho. “Tentei retratar as razões pelas quais a água é importante nas nossas vidas. Espero me tornar um grande desenhista de quadrinhos quando crescer”, conta.
Kleberson Sampaio Cavalcante, 13 anos, da Escola Municipal Jonathas Telles de Carvalho, também foi premiado na categoria redação; e Eliel Lopes da Cunha, de apenas seis anos, aluno do Centro Social Mãe da Providência, na de desenho.
“Esse tipo de ação é uma ótima iniciativa para incentivar as crianças das escolas a crescerem cada vez mais, desenvolvendo seu talento. Os estudantes precisam ter estímulo para não se acomodarem e continuar produzindo”, incentiva José Ronaldo.
Jayana parabenizou todos os estudantes que participaram do concurso. “Cada vez que um aluno da nossa Rede participa deste tipo de iniciativa, motivamos a produção de trabalhos sobre temas atuais e também vemos que o trabalho dos nossos professores têm uma excelente repercussão", comemora a secretária.


BRT terá várias frentes de serviço e vai gerar mil empregos

O BRT de Feira de Santana terá várias frentes de serviço ao longo dos próximos meses e vai gerar mais de mil empregos diretos e indiretos. Os operários se concentração na trincheira entre as avenidas Getúlio Vargas e Maria Quitéria, que vai mudar o tráfego em toda aquela região da cidade, nos terminais de embarque e nas estações de transbordo, e mais na construção das pistas de concreto por onde os ônibus especiais circularão.

O prazo inicial para a sua conclusão é de 18 meses, a contar de agosto. A retomada na obra da primeira das duas trincheiras que serão construídas – a segunda será entre as avenidas Presidente Dutra e João Durval Carneiro, na segunda-feira, na opinião do secretário de Planejamento, Carlos Brito, acelera todo o processo do BRT, sistema que vai revolucionar o transporte de massa em Feira de Santana. “A trincheira vai resolver o problema de retenção dos veículos naquela região, que é uma das mais movimentadas da cidade”.

A construção da primeira trincheira demandará cerca de oito meses – quatro em cada um dos lados da avenida Maria Quitéria. Além da passagem, haverá a reestruturação das redes de energia elétrica – que passará a ser subterrânea, e de abastecimento de água e de telefonia, que ficarão mais alguns metros abaixo do piso das trincheiras. As estações de transbordo serão construídas na Pampalona, nas avenidas Ayrton Senna e Noide Cerqueira. As estações de embarque serão construídas ao longo das avenidas João Durval Carneiro e Getúlio Vargas.

  A pavimentação de concreto será feita ao longo da avenida João Durval  e na avenida de Canal e Noide Cerqueira, até à altura da rua Tobias Barreto. Carlos Brito ainda disse que nos últimos meses mais de 30 ruas, que serão incluídas nos trajetos dos ônibus urbanos, foram requalificadas – o piso foi ganhou uma camada de asfalto a quente.

A larva que come plástico e pode ter papel-chave em reciclagem

Todo ano, centenas de toneladas de plástico são descartadas em todo o mundo, pondo em riscos inúmeros ecossistemas de nosso planeta.
Nos Estados Unidos, por exemplo, apenas 10% do plástico que se utiliza anualmente é reciclado.
Agora, uma equipe de cientistas da Universidade de Stanford, na Califórnia, acaba de apresentar um estudo que sugere uma solução, em um futuro próximo, para o grande problema da contaminação por plástico, substância que pode levar centenas de anos para se decompor.
A chave está em uma pequena larva de besouro conhecida como bicho-da-farinha (Tenebrio molitor). Os pesquisadores descobriram que ela consegue se alimentar de isopor, ou poliestireno expandido, um plástico não biodegradável.
Os pesquisadores descobriram que esses insetos transformam metade do isopor que consomem em dióxido de carbono e a outra metade em excremento como fragmentos decompostos.
Além disso, comprovaram que o consumo de plástico não afeta a saúde das larvas.
Isso os transforma em uma potencial arma de reciclagem de resíduos plásticos.
O segredo destas larvas está nas bactérias que elas têm em seus sistemas digestivos, com capacidade de decompor o plástico.
Segundo os autores do estudo - em que colaboraram especialistas chineses e cujos resultados foram publicados na revista Environmental Science and Technology - esta é a primeira vez em que se obtém provas detalhadas da degradação bacteriana de plástico no intestino de um animal.
A compreensão exata de como as bactérias dentro das larvas da farinha fazem esta decomposição dá origem a uma nova maneira de tratar os resíduos plásticos.

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O homem que sobreviveu a 8 campos de concentração nazistas

Um sobrevivente do Holocausto que escapou da morte em oito campos de concentração nazistas durante a Segunda Guerra Mundial relatou suas experiências à BBC, no ano em que a liberação do campo de Auschwitz completa 70 anos.
"Chegamos à meia-noite. Havia um silêncio mortal e a visão era assustadora", conta Chaim Ferster, que vive na Grã-Bretanha desde 1946, lembrando a primeira vez que chegou ao notório campo de concentração.
"Podíamos ver à distância as chamas que subiam de quatro chaminés. Naquela hora não percebi que eram os crematórios". disse ele.
Nascido em uma família de judeus ortodoxos na cidade de Sosnowiec, na Polônia, Ferster tinha 17 anos quando a Segunda Guerra Mundial começou, em 1939.
Em 1943, aos 20 anos de idade os nazistas foram buscá-lo em casa. Entre 1943 e 1945, ele viveu em oito campos de concentração diferentes na Alemanha e na Polônia, onde enfrentou trabalhos forçados, desnutrição e doenças como tifo.
Agora, com 93 anos de idade e já bisavô, morando em Manchester, ele recorda o tempo em que as comunidades judaicas temiam a expansão militar da Alemanha.
"Podíamos ver os aviões alemães. Os nazistas invadiram Sosnowiec muito rapidamente. Lembro que os judeus estavam muito preocupados com tudo o que estava a ponto de acontecer", contou o sobrevivente.

Viver com medo
Chaim Ferster tinha 17 anos quando
a guerra começou em 1939                 
Ferster conta sobre a chegada do racionamento, a fome generalizada e as doenças que se proliferavam pelo gueto judeu na cidade polonesa.
"Tínhamos cartões de racionamento e não havia muita comida nas lojas", lembrou.
"Não tínhamos remédios. As pessoas estavam morrendo e a vida era muito difícil. E, em um certo momento, reuniram vários líderes da cidade e dispararam (contra eles). Assim, sem mais nem menos."
Mais tarde, começaram as deportações de milhares de famílias de judeus para os campos de concentração. Em meio ao caos, ele conseguiu evitar de ser levado em 1942, quando sua mãe e sua irmã desapareceram, e seu pai morreu.
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Fundação Egberto Costa com vasta programação no Dia Nacional da Cultura

A Fundação Municipal de Tecnologia da Informação, Telecomunicações e Cultura Egberto Costa (FUNTITEC) vai comemorar o Dia Nacional da Cultura, 5 de novembro, com uma programação especial. Além de apresentações culturais, dez personalidades da comunidade serão homenageadas pela instituição, ainda como parte das comemorações pelos seus dez anos de fundação.
A solenidade vai acontecer numa quinta-feira, 5 de novembro, no Museu de Arte Contemporânea. Na programação, também exposição Artepoética, pela curadora da exposição e membro da Academia Feirense de Letras e Artes, Karmen Pires. Haverá também uma exposição de artes plásticas e Sarau Poético.
Também em comemoração pela passagem do Dia Nacional da Cultura, os três primeiros colocados no 1° Concurso Municipal de Poesia Poeta Eurico Tavares, realizado no aniversário da FUNTITEC, e mais os vinte melhores colocados, receberão, cada um, dez exemplares de suas poesias.
À noite, no Teatro Margarida Ribeiro, tem o cantor Leno Peixoto e apresentação da peça teatral "O palhaço na Jaula dos Leões", com direção de Luciano Freyre, e Gilmário Tanajura e Wilson Macedo no elenco.
Os dez nomes da cultura feirense escolhidos para serem homenageados são: Bia Vasconcelos e Manuella Oliveira - pela dança; professor José Raimundo Pereira de Azevedo – Educação; Dilma Ferreira e Célia Zain – música; Roberval Barreto e José Guedes – Teatro; Raimundo Gonçalves – cultura; Hamilton Gonçalves - Música e Jurací Dórea - Artes Plásticas.
Toda a programação festiva é uma promoção da FUNTITEC em parceria com a Academia Feirense de Letras e Artes e também o Instituto Geográfico de Feira de Santana.


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

6 dados que revelam a gravidade da violência contra a mulher no Brasil

1 - Mulheres são assassinadas em casa
Entre 2009 e 2011, o Brasil registrou 16,9 mil feminicídios (mortes de mulheres por conflito de gênero). Esse número indica uma taxa de 5,8 casos para cada grupo de 100 mil mulheres.
Aproximadamente 40% de todos os homicídios de mulheres no mundo são cometidos por um parceiro íntimo. Com os homens, a situação é bem diferente: o número cai para 6%. Ou seja, a proporção de mulheres assassinadas por parceiro é 6,6 vezes maior do que a de homens assassinados por parceira.
No Brasil, entre 2001 a 2011, ocorreram mais de 50 mil feminicídios. São 5 mil por ano. Acredita-se que grande parte foram decorrentes de violência doméstica e familiar, uma vez que aproximadamente um terço das mortes aconteceram em casa.

2 - Agressões são comuns - e não param
Pesquisa do Senado brasileiro estima que mais de 13,5 milhões de mulheres já tenham sofrido algum tipo de agressão. Esse número equivale a 19% da população feminina com 16 anos ou mais.
Das que sofreram violência, 31% ainda precisam conviver com o agressor. E pior: das que convivem com o agressor, 14% continuam sofrendo violência. 
Outra pesquisa mostra que 77% das mulheres que relatam viver em situação de violência sofrem agressões semanal ou diariamente. E 82,5% das mulheres relataram que elas são praticadas por homens com quem mantêm ou mantiveram algum vínculo afetivo

3 - Mulheres jovens estão em relacionamentos violentos
Você acha que a violência está longe de você ou é coisa do passado? Pois saiba que 3 em cada 5 mulheres jovens, entre 16 e 24 anos, já sofreram violência em relacionamentos amorosos.
E, de cara, ninguém admite. A pesquisa mostrou que, embora apenas 8% das mulheres admitam espontaneamente já terem sofrido violência do parceiro, 66% das mulheres afirmaram ter sido alvo de alguma das ações citadas no questionário - entre as violências, constavam: xingar, empurrar, agredir com palavras, dar tapa, dar soco, impedir de sair de casa e obrigar a fazer sexo.
Para os homens, admitir a violência também é difícil. Só 4% dos rapazes reconheçem que já tiveram atitudes violentas contra parceiras - mas 55% dos homens declararam ter realizado tais práticas na pesquisa. 

4 - Crianças sofrem junto com suas mães
Em levantamento realizado pela Central de Atendimento à Mulher (Disque 180), ficou constatado que as crianças estão diretamente envolvidas nos casos de violência doméstica. Dentre as vítimas ouvidas em 2014, 80% tinham filhos. Só que 64,35%presenciaram a violência e 18,74% eram vítimas diretas junto com as mães. 

5 - Quase todo mundo conhece uma vítima
É bem possível que você, que está lendo agora, também. 54% das pessoas conhecem uma mulher que já foi agredida e 56% conhecem um homem que já praticou agressão contra uma mulher. 

6 - Uma mulher é estuprada a cada 11 minutos no Brasil
Só em 2014, o Brasil teve pelo menos 47 mil estupros. Mas o Fórum Brasileiro de Segurança Pública acredita que podem ter ocorrido entre 136 mil e 476 mil casos.
O problema na falta de conclusão sobre os dados é a subnotificaçãodo crime. Existem dois cenários: o estudo "Estupro no Brasil: uma radiografia segundo os dados da Saúde", do Ipea, que aponta que apenas 10% dos casos chegam ao conhecimento da polícia; o outro é um cenário internacional, em que apenas 35% das vítimas desse tipo de crime prestam queixa.
E elas estão isoladas: falta confiança na Justiça e na polícia. 52% das pessoas acham que juízes e policiais desqualificam o problemada violência contra a mulher.


MAIS UM?

A noticia: “Advogados do escritório de Tiago Cedraz, filho do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), o baiano Aroldo Cedraz, atuam ou atuaram em 182 ações da mesma corte, segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, com base em levantamento feito pelo próprio tribunal. De acordo com Folha, apesar de não haver uma regra, pela legislação atual, que impeça Tiago ou seu escritório de atuarem no TCU, sua atividade sofre apuração interna na corte.” O comentário: vixe!

LGO QUE SIMBOLIZE A FALTA D’ÁGUA (TIPO TORNEIRA PINGANDO, PESSOAS CARREGANDO BALDES, MASA TEM QUE SER NA CIDADE)
O Brasil precisa explorar com urgência a sua riqueza - porque a pobreza não aguenta mais ser explorada. (Max Nunes)
Só falta água na casa do pobre, já viram?
Prestem atenção no noticiário sobre falta d’água na TV. Seja em São Paulo, Rio, Goiânia, Porto Alegre, Florianópolis, Belém, não interessa: invariavelmente as cenas de donas de casa protestando contra a falta da água, mostrando pias lotadas de louça suja e baldes sendo carregados até de carros pipas, são notoriamente em bairros da periferia, bairros POBRES.
Ou alguém aí já viu a TV entrevistar uma dona de casa se queixando de falta d’água no Leblon, nos Jardins, na Avenida Paulista, no Itaigara ou na Graça? Nunquinha!
Eis uma prova contundente de que há, sim, manobras para poupar os chamados bairros nobres e áreas do empresariado quando a água escasseia.
Uma tremenda crueldade, um apatheid social inadmissível, até porque TODOS pagam (e cada vez mais caro) pela água, para não falar nos impostos embutidos nas contas.
E por falar em preconceito...(I)
Esse tipo de preconceito permeia todos os serviços públicos, em todos os níveis. Veja, por exemplo, o exemplar policiamento na Barra, enquanto moradores do Barbalho, Lapinha e Liberdade, por exemplo, ficam à mercê da bandidagem, que age a qualquer hora do dia. Nunca há policiamento permanente naquela área, incrível, senhores prefeito e governador!
E por falar em preconceito...(II)
Então, lá vai mais uma perguntinha socrática: alguém já viu poste deteriorado e ameaçando cair na Graça, no Itaigara, na Cidade Jardim?
Mas deem uma volta no Uruguai, Lobato, Massaranduba etc, e ficarão estarrecidos.
E por falar em preconceito...(III)
No entanto, os moradores dos bairros humildes não ficarão por muito tempo sem a atenção de políticos e governantes em geral.
É que vêm aí a campanha eleitoral, em 2016, e centenas de candidatos ou padrinhos de candidatos darão a maior atenção do mundo “aos pobres”, como gostam de dizer, enchendo a boca. Pois sim!
Uma rede de intrigas
Notícia da coluna do Cláudio Humberto: “O silêncio da ex-senadora Marina Silva, dona do recém-criado Rede, avaliza as barbeiragens da presidente Dilma. Com uma bancada de deputados formada por integrantes da base de apoio ao governo, incluindo quatro ex-petistas, o Rede acionou o Conselho de Ética contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, mas só se posicionará sobre ‘pedaladas’ e impeachment após ‘análise rigorosa dos fatos’. Políticos experientes suspeitam que a adesão de vários parlamentares governistas ao Rede foi produto de articulação do Palácio do Planalto.”

Carne processada causa câncer. Diz OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse em um novo relatório que o consumo de carne processada - como bacon, salsichas e presunto - causa câncer e que a carne vermelha é "provavelmente cancerígena".
Segundo o documento, 50 gramas de carne processada por dia, o equivalente a duas fatias de bacon, aumentam a chance de desenvolver câncer colorretal em 18%.
De forma mais branda, pela falta de provas mais contundentes, a organização também reforçou o alerta em relação à carne vermelha.
Entenda a seguir o que significa a avaliação da OMS, os riscos associados ao consumo desses tipos de alimentos e como cultivar hábitos mais saudáveis.

O que é carne processada?
A carne processada foi modificada para estender o tempo em que ela pode ficar na prateleira ou para alterar seu sabor.
Os principais métodos para isso são a defumação, o processo de cura ou a adição de conservantes.
Simplesmente passar a carne por um moedor não significa que o resultado disso seja uma carne processada, a não ser que ela seja modificada de outras formas.
Carnes processadas incluem bacon, salsichas, linguiças, salame, carnes curadas ou salgadas e presunto, além de carnes enlatadas e molhos à base de carne.
A carne vermelha, colocada sob alerta pela OMS, tem uma cor mais escura que a carne branca, como é o caso de carnes de vaca, carneiro e porco, por causa dos altos níveis de proteína, que se unem ao oxigênio, à hemoglobina e à mioglobina presentes no sangue e nos músculos.

Por que essas carnes causam câncer?
Químicos cancerígenos podem se formar no processamento da carne, como compostos N-nitrosos e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos. Cozinhar a carne a altas temperaturas, especialmente no churrasco, também pode produzir químicos perigosos.
No entanto, especialistas da OMS admitem que o risco de câncer "ainda não é compreendido totalmente".

NOTA OFICIAL: Governo soluciona impasses e retoma obra do BRT

A obra de implantação do BRT de Feira de Santana está sendo retomada nesta segunda-feira (26), após uma paralisação que durou 50 dias. O Governo Municipal solucionou os dois problemas que vinham impedindo a continuação dos trabalhos na confluência entre as avenidas Maria Quitéria e Getúlio Vargas.

Junto ao Ministério das Cidades, foi resolvido o impasse que havia quanto a liberação dos recursos contratados pelo Município com a Caixa Econômica Federal. O repasse de verbas esteve suspenso para que a Prefeitura prestasse informações sobre o projeto.

A Secretaria de Planejamento atendeu as solicitações do Ministério, comprovando que não houve as alterações denunciadas  e atendeu a sugestão do seu corpo técnico no sentido de preservar uma área maior no passeio para uso do pedestre, em um trecho da avenida Maria Quitéria.

A administração também solucionou na manhã desta segunda-feira a ocupação, por parte de um grupo de pessoas, do local onde está sendo construída uma trincheira (espécie de túnel) para melhorar a  mobilidade urbana no centro da cidade, investimento que faz parte do projeto BRT.

Em uma ação da Guarda Municipal, órgão da Secretaria de Prevenção à Violência  e Promoção dos Direitos Humanos (Seprev), os manifestantes foram retirados pacificamente para que as máquinas e os operários possam operar.

  O objetivo, agora, é compensar o tempo perdido com muito trabalho. A empresa vencedora de licitação e responsável pela obra deverá atuar dia e noite para acelerar os serviços, proporcionando a normalização do tráfego naquela área, o que é aguardado com ansiedade pelos comerciantes das proximidades.

Colapso total

         “Ou o Brasil acaba com a saúva, ou a saúva acaba com o Brasil”. Muitas tolices desse tipo já foram ditas por inúmeros homens do governo brasileiro nas mais diversas épocas. Essa “pérola” foi cunhada por um ministro do governo militar lá pelos anos 70, e todo mundo sabe que o Brasil não acabou (ainda) e a saúva vai muito bem de saúde. O que pode dar o golpe de misericórdia no Brasil não é a saúva, mas outro tipo de formiga. Elas também são pequenas, vermelhas, numerosas, mas muito mais destrutivas que as saúvas que gostam muito do verde dos vegetais, mas estas outras gostam muito do verde dos dólares que consomem em quantidades astronômicas com um apetite insaciável. São as “petralhas”.
         Desde que me entendo por gente (e isso já faz muito tempo mesmo), já passei por governos desastrosos que grandes danos causaram ao Brasil, mas não conseguiram acabar com esse gigante. Eu era menino (10 anos) quando a sociedade e a igreja católica pediram a ajuda das Forças Armadas para impedir a investida do Comunismo no Brasil e restaurar a ordem e o progresso. No começo até que parecia estar dando certo. A paz voltou a reinar, a economia começou a entrar nos eixos e o País começou a experimentar um período de crescimento.
         Porém, como se sabe, o poder corrompe. E com os militares não foi diferente. Era só para eles colocarem ordem na casa e entrega-la de volta à sociedade organizada. Mas eles tomaram o “gostinho” pelo poder e, sob a desculpa de “combater o avanço comunista”, foram ficando, ficando, e deu no que deu. Agora, o que ameaçava o Brasil não eram mais os comunistas, mas os membros do próprio governo com sua sede de poder, com sua violência e crueldade desenfreada, que prendia, arrebentava, dava sumiço e matava quem quer que contestasse os seus desmandos. Foram verdadeiros anos de chumbo.
         E de que adiantou? Desgastados pela corrupção e roubalheira dos seus membros, pela sua sanha assassina, o governo militar caiu de podre. Vieram então os “salvadores da pátria”, aqueles que nos discursos políticos prometiam colocar o País novamente em ordem. Elegemos Tancredo Neves, que para vencer teve que fazer aliança com figuras espúrias da política brasileira e colocou Zé Sarney como seu vice. Pobre de nós. Tancredo morreu ou foi “matado” (nunca vamos saber) e ficamos com a sua herança maldita. A ciranda financeira dominava a economia, moeda nacional não valia nada e corrupção campeava sem freio. Ainda assim o Brasil não acabou.
         Depois de passar com Fernando Collor, que conseguiu cair na armadilha que ele próprio preparou, acabando com o cheque ao portador, e, por isso mesmo flagrado gastando “sobras de campanha” para comprar um carrinho popular fuleiro, sofreu um impeachment (imediatamente após, o Congresso aprovou uma lei permitindo o financiamento de campanhas eleitorais). Assumiu Itamar Franco que colocou no ministério da Fazenda o intelectual Fernando Henrique Cardoso, criador do Plano Real, que deu estabilidade à economia Brasileira. Isso lhe deu o cacife necessário para se eleger presidente. Mas, como já disse, o poder corrompe, e ele passou mais tempo cuidando da própria reeleição, comprando deputados e senadores, do que governando o Brasil.
         E foi com base nas falhas de Fernando Henrique que Lula fez sua campanha à presidência e, nós, incautos, cansados, ávidos por uma mudança de verdade, por um governante oriundo do povo, que entendesse bem os nossos sentimentos e atendesse aos nossos anseios votamos nele. Deu no que deu. Como eu disse, vi muitos governos desastrosos, mas nunca um igual a esse. A fome dos petralhas por poder e dinheiro não tem fim, ao ponto de se esquecerem de investir em setores básicos para economia e segurança de um pais, com energia, água, transportes e educação.
         Santo Deus. Vai faltar água, vai faltar energia, vão faltar alimentos, e perece que ninguém está se dando conta disso. Juro. Eu já vi muitas vezes o Brasil entrar em vias de um colapso total. Mas nunca vi chegar tão perto a ponto de ter a certeza que tenho de que ele virá.

         Salve-se quem puder. 

domingo, 25 de outubro de 2015

Não existe dia fácil

De volta a este futuro, Mcfly, descobriria que nos comunicamos muito mais e facilmente, embora de forma fria e menos afetiva. Constataria que a ira, a intolerância, os preconceitos, e as emoções humanas, foram despidas do silêncio protetor que a falta de exposição nos concedia.

Saímos da última caverna, acolhedora, e, sem pudor, nos lançamos ao espetáculo, feito tiranossauros vorazes a consumir a curtida e atenção alheia, levando ao extremo a busca da mais básica das necessidades humanas a ser satisfeita, que é a companhia, numa espécie de surto universal de carência.
Este despudor confessional não se consuma sem sequelas. Com as biografias sendo montadas em tempos reais e a memória implacável dos bytes, estamos nos (re)conhecendo muito mais e, o conhecer absoluto, vai desfazendo os mitos individuais e aluindo as admirações, fazendo com que se tornem mais frágeis porque a realidade costuma ser implacável com o humano, como, aliás, já observava  o genial Millor: como são admiráveis as pessoas que não conhecemos muito bem.
Esta conexão sem recusas, senso, ou aceiros, nos coloca diante de dois abismos.  Um, criado pelo engano da edição que faz a vida alheia ser um clip de virtudes e prazeres, um dolce far niente, vendido como cotidiano que cria a sensação de injustiça, inveja comparativa, gerando frustração e ansiedade, sem levar em conta que apenas cada um - e o tarja preta ! - sabem que nem tudo é a delícia de se ser o que é ou parece ser.
O outro, criado pela falta de editoria, e exposição exagerada, em desnudamento que vai demolindo imagens e referências - novamente Millor -,  limando cobiças, formatando um personagem a partir da leitura enviesada, já que sem a interação dos olhos e do tom, e alicerçada na variável interpretação do escrito, construída nas entrelinhas ou sobre revelações de nossas falhas, pecados, preconceitos, ideias, frases, simpatias, opiniões virtuais, que antes corriam desconhecidas e das quais nos depurávamos, nos editávamos, lambendo nossas feridas em anonimato reparador.
Não somos mais o que somos, quando nos contamos; nem somos mais o que somos quando nos contam. Assim, estamos em risco permanente. E não haverá mais dia fácil.

DESCASO

Vejo na TV denúncia sobre imóveis do Minha Casa, Minha Vida totalmente deteriorados no bairro de Fazenda Grande I. Infiltrações, rachaduras, um caos. Então, não resisto em, mais uma vez, assinalar: como é que o governo investe tanto, e ainda tentando poupar (sic), numa obra, através da Caixa Econômica Federal, e contrata construtoras vagabundas que proporcionam um papelão (quase literalmente) desse? Incrível!

Operação padrão significa fazer o que deveria ser feito, sempre.

Motoristas de ônibus maltratam a população
A tal operação padrão realizada ontem por motoristas de ônibus, sempre comandados a mão de ferro pelo misterioso sindicato dos rodoviários, é mais uma demonstração do desdém que os sindicatos têm pelo povo, em nome de quem tantos dirigentes falam quando se candidatam a vereador, deputado etc.
Em primeiro lugar, a operação padrão significa obedecer exatamente aquilo que as leis mandam. No caso específico, que os ônibus parem em todos os pontos e sigam uma fila indiana. Isto é lei e ponto final. Mas, para eles, é arma de protesto. Então, milhares de pessoas, na região da Suburbana, atrasaram horas em seus compromissos, muitos deles de trabalho e até de tratamento de saúde, por conta desta palhaçada.
Mas tudo que digo aqui é apenas um desabafo. Afinal, em véspera de ano eleitoral, costumam surgir esses “líderes” que nada mais querem do que capitalizar cacife para concorrer às eleições. E,depois de se locupletarem, continuarem a zombar do povo.

Impunidade generalizada (I)
Fernando Collor de Mello ganhou da Justiça uma bênção. Teve seus milionários veículos, segundo denúncias comprados com dinheiro da corrupção na Petrobras, liberados por um juiz que argumentou que a Justiça “não teria” condições de manter os carros (Lamborghini, Ferrari e Bentley, entre outros) e, portanto,resolveu que o próprio Collor deve cuidar deles até o julgamento da ação, coisa que, como sabemos, nunca ocorrerá. Haja saco!

Impunidade generalizada (II)
Paralelamente ao caso Collor, tem a Suzane Richthofen, que matou pai e mãe, e ganhou agora o direito de liberdade durante o dia, para “trabalhar”, embora não tenha cumprido sequer um terço da pena. Olha, a real é que as leis brasileiras são feitas para proteger os criminosos (poderosos) e punir, quando isso acontece,apenas os pretos e pobres. Uma vergonha nacional.

Impunidade generalizada (III)
Não canso de repetir aqui uma frase fantástica de Abraham Lincoln, um dos poucos presidentes sérios dos Estados Unidos. Ele disse, certa feita, ao comentar o caráter de um sujeito: “Ele me lembra o indivíduo que, condenado por matar o pai e a mãe, pediu clemência por ser órfão.”

Ainda sobre ônibus
É impressionante o desdém que a maioria dos motoristas de ônibus tem pela população, pelo público que paga seus salários. Passam direto nos pontos e fazem misérias.
Para não falar na forma selvagem com que dirigem (e eles sabem EXATAMENTE do que eu estou falando) em relação a motoristas de carros pequenos. Uma tragédia.

Com versão em português, ‘Instagram para médicos’ aposta no Brasil para crescer


O médico canadense Joshua Landy não se esquece do caso de uma jovem que morreu pouco mais de uma semana depois de retornar de uma viagem na América Latina.
Dias depois da internação, a equipe que acompanhava a paciente conseguiu finalmente chegar a um diagnóstico: queimadura por taturana. Eles entraram em contato com especialistas brasileiros, que lhes enviariam dentro de 48 horas um soro para fazer o tratamento. Mas a jovem acabou morrendo antes disso. E Joshua sempre pensa que talvez o aplicativo que ele inventou teria ajudado a salvá-la.
Apelidado de "Instagram dos médicos", o Figure1 é um aplicativo de compartilhamento de imagens dedicado a profissionais da saúde, em que eles podem postar exames ou fotos de pacientes (sem identificá-los) para discutir casos.
O médico canadense Joshua Landy
"Com o app, é possível entrar em contato instantaneamente com médicos e outros profissionais da saúde de diferentes países e formações. Se o caso é sobre uma doença que você não conhece bem, como queimadura de taturana, alguém no outro canto do mundo pode ser especialista nisso. E um tratamento pode ser feito de maneira mais rápida", disse Joshua à BBC Brasil.
Para facilitar as buscas, as fotos postadas são divididas por especialidade médica (alergia, dermatologia, medicina familiar, laboratório, neurocirurgia, radiologia, etc.) ou por anatomia (pulmão, olhos, vias aéreas, membros inferiores, etc.)
Qualquer um que se cadastrar no app pode ver as imagens, mas apenas os profissionais médicos cujo perfil foi checado – o aplicativo tem uma equipe que verifica os cadastrados – podem publicar fotos e comentar.
Lançado em 2013, o número de profissionais cadastrados do Figure1 subiu de 100 mil no ano passado para 500 mil neste ano. São médicos, profissionais de enfermagem e dentistas de 170 países. "Esse alcance é muito importante. Eu mesmo tive a ideia do app de madrugada, quando estava de plantão querendo ouvir outras opiniões sobre um caso, e a maioria dos meus colegas estava dormindo. Mas no Japão, os médicos já estavam trabalhando a todo vapor."

Mercado brasileiro
Joshua conta que uma das próximas estratégias do app é investir em versões em outros idiomas – atualmente, ele só está disponível em inglês. "A primeira versão do Figure 1 em língua não inglesa será em português do Brasil e deve ficar pronta nos próximos meses. Temos um número expressivo e crescente de usuários no Brasil, especialmente de estudantes de medicina", conta Joshua, que prefere não revelar os números exatos de brasileiros cadastrados.
"Estudantes, residentes e recém-formados, seja do Brasil ou de qualquer outro país, cresceram com o celular nas mãos. Então, para eles, é algo natural usar um aplicativo como parte do trabalho ou dos estudos."


O canadense – que apesar da nova carreira de empreendedor no mundo da tecnologia segue trabalhando como intensivista – conta que eles recebem diariamente histórias de usuários contando como o aplicativo os ajudou a solucionar casos difíceis ou a aprender mais sobre determinado tema. (Leia matéria completa no BBCBrasil)

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

A raposa, o galinheiro e a Petrobras

Nem me lembro quantas vezes já iniciei meu comentário com a expressão "uma vergonha" ou "escandaloso". Mas sejam tantas quanto forem essas vezes, cabe mais uma: o resultado da CPI do Petrolão ultrapassou todos os limites. Explico: acabar em pizza, uma CPI, vinha sendo considerado normal. No entanto, ninguém esperava que, diante do quadro de absoluto descrédito em relação aos poderes executivo e legislativo, neste País, com tanta gente envolta em inexplicáveis tramamoias de corrupção,  haveria coragem dos parlamentares de transformar uma investigação num patético manifesto de isenção para seus pares, em detrimento, repito, de todas as provas contundentes.

Vejamos: a CPI do Petrolão, ou da Petrobras, inocentou TODOS os políticos, TODOS que dirigiram a Petrobras, inclusive a presidente Dilma, que, à época, presidia o conselho da estatal, e condenou apenas os empresários. Que  corromperam e foram corrompidos, não parece haver dúvida, tanto que muitos deles continuam atrás das grades.

No entanto, é IMPOSSÍVEL admitir que todo o esquema tivesse sido urdido sem a participação indispensável dos políticos, já que, como se sabe, esta foi MAIS uma forma de afanar o dinheiro público em prol de um projeto de PODER que deveria durar décadas (ainda deve vir por aí o escândalo dos fundos de pensão. Aguardem!).

Há nomes como os de Renan Calheiros, Collor de Mello, Eduardo Cunha e, mesmo, do próprio Lula, nitidamente envolvidos nesta imensa falcatrua. Mas os políticos da CPI optaram, claro, por isentá-los e criar uma corrupção sem corruptores, ou, pior, sem corrompidos.

Para piorar a situação, a CPI, como tantas outras, envolveu gastos milionários, tudo pago pelo Estado (leia-se: nosso dinheiro) que hoje nos arrocha com o pretexto de economizar. Por exemplo,  houve a suspeitíssima contratação da empresa Kroll, encarregada de espionar e investigar supostos envolviodos no escândalo. Ela levou quase 1,2 milhão de reais para nada, absolutamente nada.
Uma palhaçada incrível - mas nunca diria sem precedentes -, com meia dúzia de parlamentares fazendo poses para as TVs oficiais da Câmara e Senado, muitos discursos vagos, "depoimentois" secretos, e, claro, alguns depoimentos contundentes, que, obviamente, não foram levados a sério.

Não há muito mais o que falar, mas sinto-me na obrigação de lembrar que, mais uma vez, a opinião pública brasileira foi engabelada. Pior: os políticos ratificaram sua intenção nata de MENTIR, enganar, e fazer crer a todos que o que eles decidem é a verdade.

Lamentável, senhora presidente, senhor presidente da Câmara e senhor presidente do Senado, que os senhores continuem a cavar a cova das instituições brasileiras, a troco de milhões em suas contas e de nenhum decoro nem responsabilidade para com o País. E alguém acha que isso vai mudar? Hum, esperem sentados...

De quem é o dinheiro?

         O presidente da Câmara do Deputados, Eduardo Cunha, nega que o dinheiro depositado em uma conta num banco da Suíça seja seu. Ele está certo. O dinheiro é do Brasil e tem que voltar para os cofres da União...
Mesmo que seja pra ser roubado novamente.

Um habitat para os mosquitos
         Depois dos Jacarés, que perderam suas “casas” com a retirada da vegetação da Lagoa Grande, agora é a vez dos mosquitos se manifestarem. E não se trata de mosquito qualquer, mas especiais, conforme constatou “in loco” o repórter Ney Silva. Segundo ele, são mosquitos do tamanho de moscas e de coloração esverdeada, que estão invadindo as residências dos moradores do entorno da lagoa. Ainda segundo Ney, eles chegam ao cair da noite e amanhecem mortos, depois de infernizar os moradores. Mas, no dia seguinte, novos mosquitos chegam. Devem ser os parentes que chegam para o funeral dos seus entes queridos.

Aranhas afrodisíacas
         Estudos realizados nos Estados Unidos revelaram que a picada da Aranha Armadeira (como estamos ecológicos hoje) provoca uma ereção de até quatro horas. Mas, baixem o facho porque a dita cuja conterrânea amazonense é muito venenosa e, além da ereção, sua picada provoca efeitos colaterais, como: perda do controle muscular, dor intensa no binga, dificuldade respiratória e morte. Os cientistas, entretanto, acreditam que conseguirão isolar as toxinas indesejáveis contidas no veneno e utilizar a que provoca ereção em pacientes com impotência sexual que não reagem ao tratamento convencional. Mas ainda está longe de se poder dar adeus às pílulas azuis. Aviso porque sei que já tem um monte de marmanjo querendo criar aranhas armadeiras.

Vai transpor a PQP

         A imensa maioria dos brasileiros sabia que era mais que necessário uma revitalização do castigado Rio São Francisco antes de sequer sonhar em transposição das suas águas. Mas, o democrata Lula, O “Pai dos Pobres”, contra tudo e contra todos, levou avante seu programa hipócrita, eleitoreiro e megalomaníaco. Gastou bilhões, não transpôs nada e nem vai transpor. O rio está morrendo. O lago de Sobradinho está com menos de 7% da sua capacidade e, mesmo que venha a chover (muito) as longas estiagens e ação predatória, irresponsável e criminosa dos ignorantes como Lula, elevarão ainda mais o leito do rio e do lago, diminuindo consideravelmente a capacidades de armazenar água. Como sempre, nos programas do governo federal gastaram muito, roubaram muito, não resolveram nada.

Ainda as “pedaladas”
         Referindo-se às “pedaladas fiscais” do seu governo para fechar as contas do exercício passado, que, se estivéssemos num país decente já a teriam levado a um impeachment e, quem sabe, à cadeia, a ‘presidanta’ Dilma (a engarrafadora de bufa), como é do feitio desse governo, declarou que “ela não foi a primeira a fazer isso no Brasil”. E na infância nos ensinam que não devemos tentar justificar um erro com outro.

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Por hoje é só que agora eu vou ali dar umas pedaladas. De bicicleta ergométrica, é claro.

Cristóvam Aguiar vai lançar mais um livro

         No próximo dia 08 de novembro (domingo) acontecerá o lançamento do meu livro, “Mas eu lhe disse...”. Trata-se de uma seleção de artigos que escrevi entre os anos de 2011 e 2014 versando sobre os mais diversos assuntos que podem (e devem) ser confrontados com os dias atuais para que um estudioso, um historiador ou até mesmo o leitor mais curioso e perspicaz, possa avaliar se eu estava ou não correto nas minhas observações e opiniões. Esta é a intenção de utilidade para o livro.
         O lançamento será no Boteco do Vital, localizado no bairro Kalilandia, esquina das ruas Boticário Moncorvo e Comandante Almiro, onde haverá também apresentação de artistas locais, literatura de cordel, recital de poemas e contação de “causos”. Tudo muito feirense, muito nordestino como eu.
         Espero contar com a presença dos meus amigos, colegas e leitores, pois toda a renda obtida com a venda de exemplares será destinada ao Lar do Irmão Velho, uma das mais nobres instituições de caridade da nossa cidade.
         Estaremos lá, eu e Maura, esperando por vocês a partir das 11 horas.
         Vá, leve sua família e convide seus amigos.

Serviço
Lançamento do livro, “Mas eu lhe disse...” de Cristóvam Aguiar

Data: 08 de novembro de 2015

Local: Boteco do Vital – rua Comandante Almiro, esquina com Boticário Moncorvo – Kalilândia


Informações: semprelivre2009@gmail.com –  tel (75) 91394977 - Cristóvam Aguiar 

Teste de labirinto virtual ajuda a prever Alzheimer décadas antes de sintomas


Diagnosticar Alzheimer décadas antes de um paciente apresentar os primeiros sintomas. Essa é a promessa de um exame que testou as funções cerebrais de pessoas de 18 a 30 ao fazê-los navegar em um labirinto em realidade virtual.
De acordo com os neurocientistas alemães que fizeram o estudo, pessoas com alto risco genético de desenvolver Alzheimer puderam ser identificadas de acordo com a performance delas no teste.
Os resultados podem ajudar no desenvolvimento de pesquisas futuras, diagnósticos e tratamento, segundo os autores da pesquisa, publicada na revista Science.

Os cientistas, coordenado por Lukas Kunz, do Centro Alemão de Doenças Neurodegenerativas de Bonn, disse que o grupo de alto risco navegou pelo labirinto de uma maneira diferente.
Também foi possível notar uma redução das funções cerebrais da área responsável pela memória de orientação espacial.

O estudo pode dar pistas sobre o porquê de pessoas com demência sentirem dificuldades em se localizar.
"Nossas conclusões podem fornecer novos parâmetros para pesquisas pré-clínicas a respeito do Alzheimer, além de uma explicação neurocognitiva para a desorientação espacial do Alzheimer", diz a reportagem sobre o estudo na revista Science.
Apesar de se saber que os genes têm um papel na demência, os seus efeitos são complexos e até hoje pouco compreendidos.
Estágio inicial
Laura Phipps, da organização Alzheimer's Research, disse que o estudo foca em jovens saudáveis com uma alta probabilidade genética de desenvolver Alzheimer, sugerindo que essas pessoas já mostram alterações em problemas de navegação espacial décadas antes da doença se manifestar.

"Apesar de não sabermos se esses jovens do estudo realmente terão Alzheimer, caracterizar mudanças cerebrais em um estágio inicial com riscos genéticos é algo importante para ajudar os pesquisadores a entender melhor o porquê de algumas pessoas estarem mais suscetíveis a desenvolver a doença", disse.
"Os fatores de risco de Alzheimer são muitos e incluem idade e estilo de vida. Por isso é importante saber como cada um desses fatores podem contribuir para o risco de uma pessoa desenvolver a doença." (BBCBrasil)

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Minha Casa, Minha Vida reproduz injustiça social, conclui pesquisa

Em meio à reta final para a Olimpíada no Rio de Janeiro, encurtam-se os prazos e aumentam as pressões sobre comunidades que resistem a dar lugar às obras associadas aos jogos. Ao todo, 22 mil famílias já foram reassentadas na cidade de 2009 a 2015, por força de novos empreendimentos ou por estarem em situação de risco. E 74% dessas pessoas receberam casas do programa Minha Casa, Minha Vida, grife da gestão Dilma Rousseff.
"Esse (casa própria) é um sonho que acompanha a humanidade desde o início dos tempos, um local onde você se protege e constrói seu futuro e sua vida", disse Dilma no mês passado ao entregar casas do programa, numa referência recorrente em discursos da presidente.
Uma pesquisa recente, contudo, investigou como essas novas moradias impactam os meios de subsistência dos beneficiários, e descobriu que nem sempre o programa é sinônimo de progresso e estabilidade econômica, como prega a narrativa oficial.
Ao entrevistar moradores de cinco comunidades do Rio, todas na mira de remoções ou já reassentados em condomínios do MCMV, a socióloga Melissa Fernández Arrigoitia, da LSE (London School of Economics), encontrou pessoas em novas dificuldades financeiras – seja pelas contas adicionais a pagar, distância do antigo trabalho ou novas despesas com transporte.
Image copyright LSE Image caption Venda caseira no condomínio Recanto da Natureza, no Rio: distância conduziu moradores ao comércio informal
Para a pesquisadora do Departamento de Geografia da LSE, que ainda trabalha para quantificar as dezenas de entrevistas, um "reassentamento nem sempre 'assenta' a brutalidade e exploração que caracteriza muitas remoções". "Essas injustiças podem continuar, mascaradas por novos moldes e formas", acrescenta ela. (leia mais no BBCBrasil)