quinta-feira, 31 de outubro de 2013

As sem - razões do amor

Carlos Drummond de Andrade

Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.

Pesquisa analisa mudanças no papel do editor de jornais impressos na era digital

Muito se discute sobre a sobrevivência do jornal impresso na era dominada pela internet. Há, inclusive, pesquisas que preveem quando será o seu último dia de vida. Neste cenário, o papel do editor muda na esteira dessas transformações, tanto em sua profissão, quanto nas relações sociais. 

Crédito:acervo pessoal
Tema faz parte de sua tese de doutorado “O editor e seus labirintos: reflexos da crise de paradigmas do jornal impresso”
O jornalista Renato Essenfelder, cronista do Estadão.com, doutor em Ciências da Comunicação pela ECA/USP e professor de jornalismo das universidades ESPM e Mackenzie, analisou o tema em sua tese de doutorado “O editor e seus labirintos: reflexos da crise de paradigmas do jornal impresso”.

Para Essenfelder, acabou a fase do “jornal de registro”, que trazia tudo de relevante do dia anterior, e passou para o tempo da “curadoria”, ou seja, necessidade de apontar para o leitor, com contexto e análise, os temas mais relevantes. “Dessa forma, o papel do editor também muda. Ele não é mais o clássico "gatekeeper", o porteiro que determina quais histórias são e as que não são notícia, o que é digno e o que é indigno de ganhar notoriedade. Algo disso subsiste, sem dúvidas, mas pouco”, afirma. 

Segundo o jornalista, a profusão de mídias, a popularidade e capilaridade das redes sociais fazem com que inúmeras histórias sejam publicamente debatidas, independentemente da vontade do editor. “Então ele passa de porteiro a curador - o que, conforme vejo, é uma promoção. Mas, como em toda promoção, o trabalho fica mais complexo e delicado. É maior e mais angustiante”, completa.
  
Para desenvolver a pesquisa, o profissional realizou entrevistas com 11 editores ou diretores de quatro jornais de São Paulo: Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, Metro e Destak. O resultado das opiniões converge no sentido de que este tipo trabalho está mais complexo e acompanha a mudança de papel dos próprios jornais. “É uma função que está mais importante e estratégica para as empresas jornalísticas, porque é ele quem primeiro ajuda a delinear sentidos no aparente caos informacional”.

Porém, embora o discurso das empresas seja de que o profissional nunca foi tão importante, Essenfelder pontua que ele se sente desprestigiado.  Algumas das razões apontadas para esse cenário são: sobrecarga de trabalho, pois com a internet é essencial estar sintonizado e informado 24 horas por dia; condições de trabalho: os planos de carreira são pouco claros ou defasados, com a constante ameaça de cortes; trabalho mais complexo, mais difícil e exigente, sem contrapartida salarial; maior exposição a críticas: o leitor agora acessa fácil e rapidamente o editor e, por fim, os ecos da sociedade não favoráveis a este cargo.

“Mais de um profissional me confidenciou que tem dificuldade de explicar a relevância do seu trabalho para amigos e familiares, pois creem que a internet põe o leitor em contato direto com as fontes e que os jornais impressos caminham para a irrelevância. Ou seja, além de sustentar o fardo de um trabalho de alta complexidade e responsabilidade, ainda precisam 'justificar' sua relevância o tempo inteiro”, conclui.

Leia a pesquisa completa acessando o link.

Matéria publicada no http://www.portalimprensa.com.br 

Polícia testa bala com GPS em perseguições

Policiais de quatro Estados americanos estão utilizando uma bala com GPS (Sistema de Posicionamento Global), que facilita a localização de veículos perseguidos.
A ideia por trás da tecnologia, que ganhou o nome da empresa que a desenvolveu, a Starchase, é tornar perseguições policiais em alta velocidade mais seguras, permitindo que a polícia monitore o trajeto dos suspeitos sem colocar vidas em risco.
De dentro do carro, o policial aciona um botão no painel que dispara a bala de dentro de uma caixa instalada acima do para-choque dianteiro.
A bala gruda na traseira do carro à frente e a partir daí a polícia pode interromper a perseguição.
É possível rastrear não somente a localização do veículo, como também sua velocidade.
A bala com GPS está sendo utilizada nos Estados de Iowa, Flórida, Arizona e Colorado e a Starchase agora pretende levar o sistema para a Grã-Bretanha.
Os custos de instalação do equipamento são de US$ 5 mil dólares e cada bala vale US$ 500.

Privacidade

"Esta nova tática está se provando importante para a polícia. (Graças às balas) Foi possível desde resgatar meninas vítimas de tráfico humano até parar motoristas bêbados ou sob influência de drogas", disse Trevor Fischbach, presidente da StarChase.
O acadêmico britânico Dave Allen, da Universidade de Leeds, que recentemente fez uma pesquisa sobre o futuro da tecnologia para polícia britânica, disse que há um claro uso operacional para a bala com GPS.
"Eu acredito que os custos vão cair rapidamente e vamos ver as balas sendo usadas rotineiramente num futuro não muito distante", disse ele à BBC.
Mas, segundo ele, é preciso refletir sobre o uso da tecnologia, que "pode levantar questões a respeito de liberdade civis", disse ele.

Fonte: BBCBrasil

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Alex Ferraz

USURA
O Itaú Unibanco teve lucro líquido recorrente de R$ 4,022 bilhões, acima dos R$ 3,4 bilhões obtidos um ano antes. O lucro líquido contábil foi de R$ 3,9 bilhões no terceiro trimestre, contra R$ 3,37 bilhões um ano antes. Bradesco e outros grandes seguem na mesma linha. Mas não têm dinheiro para pagar salários decentes aos bancários...Hum!

A Petrobras, nós e o mundo civilizado
A Petrobras quer recuperar sua cotação nas bolsas e, para isso, tenciona estabelecer reajustes automáticos no preço da gasolina, tomando como referência os preços internacionais do petróleo. Tudo bem. Mas, pergunto: quando nossas estradas, para as quais se cobra uma taxa incidente no preço dos combustíveis, serão alinhadas de acordo com os padrões internacionais de rodovias decentes? Quando os carros produzidos no Brasil serão vendidos a preços condizentes com os parâmetros internacionais? Será que algum dia teremos um asfalto com a qualidade condizente com os padrões internacionais?
Aliás, em termos de parâmetros internacionais, nosso país segue destacando-se cada vez mais nos preços e cada vez mais distante no que se refere à qualidade dos produtos e serviços pelos quais pagamos tão caro. Temos, por exemplo, a telefonia celular mais cara do mundo, mas, certamente, usamos um dos piores serviços do planeta civilizado; é sabido que a banda larga, no Brasil, é caríssima, mas é infinitamente mais lenta do que a maioria da internet em todo o mundo.
E quando resolvemos buscar lá fora produtos de melhor qualidade, somos obrigados a pagar tamanho volume de impostos que os preços ficam até 10 vezes mais caros.
Está na hora de surgir um governo que trabalhe para alinhar nossa qualidade de vida de acordo com os parâmetros internacionais...

Termômetro
do inchaço 

Brasília ficou vazia; Salvador teve um dia mais tranquilo que o domingo; no País inteiro, quase tudo parou. E por que? Porque funcionários públicos federais, estaduais e municipais curtiam o feriado dedicado a eles, e só a eles!
Fica claro o inchaço monumental das máquina pública brasileira, em troca de serviços no mais das vezes péssimos, uma verdadeira tortura para quem precisa do setor público. E nós pagamos a conta, literalmente.

Vejam o nível
dessa gente 

"Mendigo não tem que votar. Mendigo não faz nada. Ele não tem que tomar atitude nenhuma. Aliás, acho que deveria até virar ração para peixe. Eu não dou nada para mendigo. Não adianta me pedir que eu não dou. Se quiser, vai trabalhar." A declaraçã, em discurso, é do vereador José Paulo Carvalho de Oliveira, o Russo (PT do B), da cidade de Piraí (RJ).
Então, 'tá: se mendigo pudesse se candidatar, teria emprego do bom, como o desse "edilzinho" idiota...

A multidão
solitária

"Cidade é um lugar onde as pessoas ficam sozinhas juntas." A frase, do empresário norte-americano Herbert Prochnow, ilustra perfeitamente o que diz o personagem de Tom Cruise no filme "Colateral", a respeito da cidade de Los Angeles: "São 17 milhões de pessoas e a 5ª maior economia do mundo. Mas um sujeito ficou morto, sentado, dentro do metrô, por seis horas até descobrirem."

A altitude
dos preços

Preparem-se os que pretendem viajar de avião nas férias de Verão. Vêm aí aumentos assustadores nos preços das passagens.
Está mais do que na hora de abrir o mercado de voos domésticos para empresas estrangeiras. Só a concorrência muda isso.

Como uma
onda no mar

Com licença do grande Lulu Santos, mas as coisas, no Brasil são assim: crescem como uma onda e se desfazem na praia.
Por exemplo: os "ilustres" condenados no julgamento do mensalão estão à beira de ser inocentados. Ou, quando nada, de "responderem" livres, leves e ricos.
ENZALA - O Ilê Aiyê abre na próxima segunda-feira (4 de novembro), na Senzala do Barro Preto, as inscrições para a escolha da sua nova Deusa do Ébano. Desta vez, comemorando quatro décadas de vida, foi ampliada a faixa etária das concorrentes, que poderão ter até 40 anos.
DIABETES - A  diretora do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia( Cedeba), Reine Chaves, foi escolhida , por unanimidade, como a endocrinologista de maior destaque na luta pela educação em diabetes no Brasil para receber o prêmio Dager Moreira.
POBREZA - A Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate a Pobreza está ampliando e modernizando o espaço do Núcleo de Assistência Jurídica (NAJ), que funciona no shopping da Baixa dos Sapateiros.
PASEO - O Shopping Paseo funcionará normalmente no dia 2 de novembro, sábado, Dia de Finados. Lojas e serviços abrem das 9h às 21h.

Aliados da espiritualidade



Entrevista de Dom Aldo
“Quando você desencarna, ninguém vai lhe perguntar qual era sua religião. Vão lhe perguntar o que você fez quando encarnado”.
(Padre Miguel Fernandes, o padre espírita de Brasília.)

A verdade espiritual não é propriedade dos espíritas. Talvez tenha chegado o momento da Igreja Católica admitir, publicamente, a existência da vida após a morte e o processo reencarnatório. Já é fato público que a reencarnação foi retirada da Bíblia em 553 dC.
Dom Aldo Di Cillo Pagotto, arcebispo do Nordeste, deu uma entrevista a um programa espírita apresentado pelo repórter espírita Alamar Régis Carvalho. Durante sua entrevista, Dom Aldo disse; "li Paulo e Estevão, (obra psicografada por Chico Xavier), quem não leu não sabe o que está perdendo. Estive com Chico Xavier e me vi diante de um autêntico santo".
Conhecimentos espirituais não são exclusividades de grandes líderes como Divaldo, Chico Xavier, Dom Aldo e espíritas praticantes. Pode ser de líderes católicos como o saudoso Dom Helder Câmara desencarnado em 1999.
Transcrevemos aqui, trechos de uma entrevista de Dom Helder, através do Médium Carlos Pereira, que psicografou seu primeiro livro  “Novas Utopias”.

Dom Helder, mesmo na vida espiritual, o senhor se sente um padre?

Não poderia deixar de me sentir padre, porque minha alma, mesmo antes de voltar, já se sentia padre. Ao deixar a existência no corpo físico, continuo como padre porque penso e ajo como padre. Minha convicção à Igreja Católica permanece a mesma, ampliada, é claro, com os ensinamentos que aqui recebo, mas continuo firme junto aos meus irmãos de Clero a contribuir, naquilo que me seja possível, para o bem da humanidade.

Foi uma surpresa saber que poderia se comunicar pela escrita mediúnica?

Não. Porque eu já sabia que muitas pessoas portadoras da mediunidade faziam isso. Eu apenas não me especializei, não procurei mais detalhes, deixei isso para depois, quando houvesse tempo e oportunidade.
Imaginamos que haja outros padres que também queiram escrever mediunicamente, relatarem suas impressões da vida espiritual.

Outros padres, então, querem escrever mediunicamente em nosso país?

Sim. E não poucos. São muitos aqueles que querem usar a pena mediúnica para poder expressar a sobrevivência após a vida física. Não o fazem por puro preconceito de serem ridicularizados, de não serem aceitos, e resguardam as suas sensibilidades espirituais para não serem colocados numa situação de desconforto. Muitos padres, cardeais até, sentem a proteção espiritual nas suas reflexões, nas suas prédicas, que acreditam ser o Espírito Santo, que na verdade são os irmãos que têm com eles algum tipo de apreço e colaboram nas suas atividades.
Aceitação reencarnacionista se fortalece até entre os céticos e radicais.
Em Uberaba, MG, o saudoso padre José Lourenço da Silva Júnior, antes de celebrar a sua tradicional missa do lava-pés, pronunciou essa belíssima frase: “Seja no espiritismo ou no catolicismo, todos nós somos cristãos e é isso que sempre vai nos unir".
Conrado Dantas
conrado.cedraz@gmail.com

Marco Civil: dados em servidores nacionais garantem privacidade?

A proposta do governo de tornar obrigatório o armazenamento de dados de internautas em território nacional não garante a privacidade destes e ainda ameaça prejudicar o desenvolvimento do setor de tecnologia, na opinião de analistas.
O governo resolveu de última hora apresentar a proposta como uma possível emenda ao Marco Civil da Internet, uma espécie de "Constituição da rede" que será votada na Câmara dos Deputados nesta semana.
O tema ganhou relevância após o vazamento de documentos indicando que os Estados Unidos espionaram líderes de nações aliadas, entre eles a presidente Dilma Rousseff.
O governo argumenta que a medida aumentaria a segurança de internautas contra espionagem. Dados de várias grandes empresas que operam no Brasil, como Google, Facebook e Microsoft - que administra os serviços de e-mail Outlook Express e Windows Live Mail -, por exemplo, são estocados em servidores nos Estados Unidos.
A possível emenda, no entanto, levanta duas questões: até que medida o estoque de dados em servidores nacionais protegeria o internauta brasileiro da espionagem internacional e em que medida o deixaria vulnerável a uma eventual espionagem por parte do Estado brasileiro?
Relator do projeto do Marco Civil, o deputado Alexandre Molon (PT-RJ) diz que ainda não há acordo sobre a inclusão desse tópico no projeto. Em entrevista à BBC Brasil, ele negou que a eventual obrigatoriedade da estocagem de dados no país represente qualquer ameaça aos direitos e garantias individuais dos cidadãos brasileiros por parte dos serviços estatais de inteligência.
"O projeto do Marco Civil protege o sigilo dos internautas, com a mesma proteção do sigilo telefônico. Isso (quebra de sigilo) só com ordem judicial", argumenta.
Nos Estados Unidos, os internautas também tem o direito à privacidade resguardado em lei. Os vazamentos intermediados pelo ex-colaborador da Agência Nacional de Segurança (NSA na sigla em inglês), Edward Snowden, indicam, no entanto, que a privacidade de muitos americanos pode ter sido violada.
A presidente da Comissão de Direito e Tecnologia da Informação da OAB-RJ, Ana Amélia Menna Barreto, considera a possibilidade de espionagem por parte do Estado brasileiro pouco plausível, mas alerta sobre a necessidade de discussão do tema de forma transparente.
"Se antes o internauta poderia ser espionado por outro país, em caso de aprovado (o Marco Civil) poderia em tese ser espionado pelo governo brasileiro", diz.


terça-feira, 29 de outubro de 2013

'Geração do diploma' lota faculdades, mas decepciona empresários

Nunca tantos brasileiros chegaram às salas de aula das universidades, fizeram pós-graduação ou MBAs. Mas, ao mesmo tempo, não só as empresas reclamam da oferta e qualidade da mão-de-obra no país como os índices de produtividade do trabalhador custam a aumentar.
Na última década, o número de matrículas no ensino superior no Brasil dobrou, embora ainda fique bem aquém dos níveis dos países desenvolvidos e alguns emergentes. Só entre 2011 e 2012, por exemplo, 867 mil brasileiros receberam um diploma, segundo a mais recente Pesquisa Nacional de Domicílio (Pnad) do IBGE.
"Mas mesmo com essa expansão, na indústria de transformação, por exemplo, tivemos um aumento de produtividade de apenas 1,1% entre 2001 e 2012, enquanto o salário médio dos trabalhadores subiu 169% (em dólares)", diz Rafael Lucchesi, diretor de educação e tecnologia na Confederação Nacional da Indústria (CNI).
A decepção do mercado com o que já está sendo chamado de "geração do diploma" é confirmada por especialistas, organizações empresariais e consultores de recursos humanos.
Estudantes (Foto BBC)"Os empresários não querem canudo. Querem capacidade de dar respostas e de apreender coisas novas. E quando testam isso nos candidatos, rejeitam a maioria", diz o sociólogo e especialista em relações do trabalho da Faculdade de Economia e Administração da USP, José Pastore.
Entre empresários, já são lugar-comum relatos de administradores recém-formados que não sabem escrever um relatório ou fazer um orçamento, arquitetos que não conseguem resolver equações simples ou estagiários que ignoram as regras básicas da linguagem ou têm dificuldades de se adaptar às regras de ambientes corporativos.
"Cadastramos e avaliamos cerca de 770 mil jovens e ainda assim não conseguimos encontrar candidatos suficientes com perfis adequados para preencher todas as nossas 5 mil vagas", diz Maíra Habimorad, vice-presidente do DMRH, grupo do qual faz parte a Companhia de Talentos, uma empresa de recrutamento. "Surpreendentemente, terminanos com vagas em aberto."
Outro exemplo de descompasso entre as necessidades do mercado e os predicados de quem consegue um diploma no Brasil é um estudo feito pelo grupo de Recursos Humanos Manpower. De 38 países pesquisados, o Brasil é o segundo mercado em que as empresas têm mais dificuldade para encontrar talentos, atrás apenas do Japão.
É claro que, em parte, isso se deve ao aquecimento do mercado de trabalho brasileiro. Apesar da desaceleração da economia, os níveis de desemprego já caíram para baixo dos 6% e têm quebrado sucessivos recordes de baixa.
Linha de montagem da Ford (Foto BBC)
Produtividade da industria aumentou apenas 1,1% na última década, segundo a CNI
Mas segundo um estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) divulgado nesta semana, os brasileiros com mais de 11 anos de estudo formariam 50% desse contingente de desempregados.
"Mesmo com essa expansão do ensino e maior acesso ao curso superior, os trabalhadores brasileiros não estão conseguindo oferecer o conhecimento específico que as boas posições requerem", explica Márcia Almstrom, do grupo Manpower.

Causas

Especialistas consultados pela BBC Brasil apontam três causas principais para a decepção com a "geração do diploma".
A principal delas estaria relacionada a qualidade do ensino e habilidades dos alunos que se formam em algumas faculdades e universidades do país.
Os números de novos estabelecimentos do tipo criadas nos últimos anos mostra como os empresários consideram esse setor promissor. Em 2000, o Brasil tinha pouco mais de mil instituições de ensino superior. Hoje são 2.416, sendo 2.112 particulares.
"Ocorre que a explosão de escolas superiores não foi acompanhada pela melhoria da qualidade. A grande maioria das novas faculdades é ruim", diz Pastore.
Tristan McCowan, professor de educação e desenvolvimento da Universidade de Londres, concorda. Há mais de uma década, McCowan estuda o sistema educacional brasileiro e, para ele, alguns desses cursos universitários talvez nem pudessem ser classificados como tal.
"São mais uma extensão do ensino fundamental", diz McCowan. "E o problema é que trazem muito pouco para a sociedade: não aumentam a capacidade de inovação da economia, não impulsionam sua produtividade e acabam ajudando a perpetuar uma situação de desigualdade, já que continua a ser vedado à população de baixa renda o acesso a cursos de maior prestígio e qualidade."
Para se ter a medida do desafio que o Brasil têm pela frente para expandir a qualidade de seu ensino superior, basta lembrar que o índice de anafalbetismo funcional entre universitários brasileiros chega a 38%, segundo o Instituto Paulo Montenegro (IPM), vinculado ao Ibope.

Leia matéria completa no BBCBrasil