sexta-feira, 18 de dezembro de 2009




No ar
A fábrica de aviões Paradise, localizada ao lado do aeroporto João Durval, já está produzindo e começa a exportar pequenas aeronaves para o Canadá e Estados Unidos. E pensar que Feira de Santana quase perde essa indústria por conta do sectarismo político e lerdeza de Messias Gonzaga.

Estresse
Pelo visto o estresse bateu forte na Câmara Municipal. A vereadora Eremita Mota, ao elogiar o trabalho da mesa diretiva da casa, durante este ano, aproveitou a deixa para reivindicar mais reuniões dos membros da mesa em 2010. Segundo ela, para discutir mais os assuntos em pauta. Foi o suficiente para o presidente Carlito do Peixe se aborrecer e até cortar o microfone da vereadora. Deve ser o estresse que o excesso de “trabalho” ocasiona.

Empolgação

Para quem só vai ficar no cargo até o mês de março próximo, o secretário da infra-estrutura, deputado João Leão, está muito empolgado. Pelo menos foi o que demonstrou ao anunciar no programa Acorda Cidade a construção da ponte em Coração de Maria, destruída por moradores após um acidente com um ônibus. O secretário ainda levantou a bola dos deputados aliados, José Neto e Eliana Boaventura, colocando-os como responsáveis pela obra. Só pra lembrar, o governo não está fazendo nada mais que sua obrigação. E demorou pra fazer. Foi preciso um acidente com mortes, e muita cobrança da imprensa e da população, para que a iniciativa fosse tomada.

Saudades

Os funcionários do HDPA (pelo menos alguns deles) devem estar com saudades da administração do ex-provedor José Mendes Neto, quando ficaram quase um ano sem receber salários. Após quatro anos recebendo em dia, foram à imprensa dizer que vão fazer greve porque os salários estavam atrasados em cerca de 15 dias. Realmente estavam. Mas foram pagos assim que a Santa Casa recebeu o repasse do SUS. E o décimo terceiro ainda não foi pago porque a Santa Casa precisa tomar um empréstimo bancário para pagar, e só pode fazê-lo apos registrar em cartório a ata constando a posse da nova diretoria, o aconteceu na quarta-feira passada (16). Mas os serventuários dos cartórios estão em greve. Fazer o que, senão esperar?

PIB

Recebedora de royalties da Petrobrás, a cidade de São Francisco do Conde tem o maior Produto Interno Bruto do País. Com pouco mais de 28 mil habitantes, se a renda per capita fosse distribuída, daria mais de R$ 200 mil para cada um. Mas não é o que acontece. Quem conhece a cidade sabe as condições de miséria em que vive a maioria da população. Em qualquer país sério isso seria motivo para por prefeito, vereadores e outras autoridades na cadeia. Alguns países costumam cortar as mãos ou fuzilar os ladrões.

Sectarismo
“O Sistema de Saúde Digital não passa de instalação de câmeras para vigiar funcionários das unidades de saúde”. A frase da deputada Eliana Boaventura de tão sectária é ridícula. O sectarismo político leva as pessoas a falar estas besteiras. Certo dia, num programa de rádio, ouvi um sujeito reclamar do então prefeito José Ronaldo, dizendo que “esse prefeito só quer saber de obras”!!!!??? Já outro me abordou na rua reclamando que o governo municipal é enganador, “faz uns elevadinhos e chama de viaduto”. O pior é que tem gente que dá ouvidos e a ainda vota nestas pessoas.

Pagando pra ver
Depois de sondar diversos técnicos, todos perdedores (gente que nunca ganhou nada) a diretoria do Bahia contratou Renato Gaucho. Ele foi um bom jogador, deu sorte no início da carreira como técnico, mas, é polêmico. Sempre gostou de farras e andava nas famosas “barcas”. Agora é esperar para ver se ele veio para o Bahia ou para a Bahia. No primeiro caso, viria para mostrar trabalho. No segundo, veio para curtir as belezas e festas da boa terra.

Pegou vento

O presidente da Câmara Municipal, Carlito do Peixe, que pega vento com facilidade, se aborreceu com a vereadora Eremita Mota, só porque ele reivindicou a realização de mais reuniões da mesa diretiva da casa. O presidente pegou vento, inchou igual a um baiacu e chegou até a cortar a fala da vereadora. Que estresse, presidente.

Êpa!
Gilvan Franklin, que apresenta o programa Alvorada Sertaneja, na Rádio Sociedade, ao saber que a Embasa culpou a falta de energia nas bombas pela falta de água na cidade, disse: “É o apagão da água”. O Véi Zé penhoradamente agradece. Eu vou ouvir o programa neste sábado só pra ver o sarro que o Véi Zé vai tirar com a cara dele. KKKK

“Climatizando o clima”

Virou moda em Feira de Santana donos ou funcionários de empresas falarem no rádio anunciando ofertas e vantagens de suas lojas. Esta semana uma dessas pessoas disse que o cliente iria se sentir muito bem na loja que anunciava, pois, “o clima está climatizado”. Eu sempre digo que falar num microfone é dom e que nem todo mundo ta preparado pra isso. Muitas vezes uma pessoa “estudada” como se diz, comete falhas terríveis na hora de se expressar. Por tanto, deixem o rádio para os radialistas.

Philosopher
“A vida é um passadiço. Não passa disso”. (Ideilton Paim)

Férias

A partir desta terça-feira (22) estaremos saindo para umas férias de aproximadamente 15 dias. Estaremos de volta na primeira semana de janeiro. A pedidos, não vamos desligar o celular, mas, ficaremos sem rádio e sem notícia das terras civilizadas. O jornal NoiteDia também só voltará a circular na primeira sexta-feira de janeiro. Fui!

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Por hoje é só que agora eu vou ali pescar uma traíra, vê-la gemendo na vara e comer moqueca.

Artigo da Semana



Boas Festas, talvez...

Há muitas coisas acontecendo. Boas e ruins. Eu poderia dissertar sobre várias delas, tais como a roubalheira em São Francisco do Conde, ou Feira de Santana gerando mais emprego e renda. Poderia falar sobre o clima que está sendo discutido em Copenhague. A crescente violência ou a grande produção e efervescência cultural em Feira de Santana. Sim. Muitos temas poderiam ser abordados. Mas, sendo esta a última edição do jornal neste ano, eu não poderia falar de outra coisa senão as festas de final de ano.
Sexta-feira próxima já é Natal. É necessário que nos lembremos mais do aniversariante do que dos banquetes, presentes e festas. Nestes tempos bicudos, é necessário que estejamos atentos ao que acontece à nossa volta (vigiai e orai), observando os sinais e as mudanças que estão acontecendo muito rapidamente nas nossas vidas. Muita reflexão se faz necessária, principalmente sobre os nossos valores físicos, morais e espirituais. O caso é sério!
E você, que não é cristão, pode refletir sobre os ensinamentos do seu guia espiritual. Afinal, todas as religiões trazem na essência uma mesma mensagem de amor ao próximo, respeito à divindade e promoção da paz entre os seres humanos. Quem não crê na divindade, pode pelo menos refletir sobre que tipo de mundo quer para si mesmo e para seus filhos e netos. Afinal, até um agnóstico quer o melhor para si e para os seus.
Depois vem o final do ano, o réveillon. Mais festas e banquetes. Nada contra. Se temos o que festejar, festejemos. Mas devemos encontrar um tempinho para refletir sobre nós mesmos. O que fizemos ao longo do ano que passou. O que podemos melhorar no ano que vem. Você deve estar pensando: “Estou cansado de ouvir isso”. É verdade, mas, quantas vezes você realmente praticou?
“Vigiai e orai” não quer dizer ficar rezando, de olho no céu, esperando ver Jesus, ou Maomé, ou Alá, ou Moisés, e mais quem quer que seja voltar do mundo dos mortos para nos salvar de nós mesmos. “Vigiai e orai” quer dizer que devemos estar atentos ao que acontece em nossa volta e dentro de nós mesmos.
Ouso sugerir algumas ações e atitudes. Busque tranqüilidade entre a confusão e o destempero. Seja racional. Seja corajoso. Não adie a solução de problemas, pegue logo o touro pelos chifres. Seja gentil, para com os outros e para com você mesmo. Seja solidário, facilite as coisas para o seu próximo. Atitudes e palavras simples melhoram a vida de todos nós. Dar passagem ao pedestre, segurar a porta do elevador, dizer por favor e muito obrigado abre todas as portas e deixa todo mundo feliz. Se não consegue, ainda, perdoar seu inimigo, ignore-o. Deixe-o fora da sua vida.
Não dê esmolas. Ensine, ajude, esclareça, cure, empregue, mas não vicie o cidadão na mendicância. Principalmente, crianças, jovens e adultos. Eles precisam aprender a ganhar o seu próprio sustento. Os idosos merecem o nosso respeito. Já fizeram muito. O que somos e temos devemos ao trabalho deles. Cuidemos, pois, dos nossos pais e avós. Eles são os pais e avós de todos nós.
Boas Festas para todos é o que, sinceramente, eu desejo de todo coração.

SIMPLESMENTE CORAJOSA

Adriana Vandoni Curvo
é professora de economia, consultora, especialista em Administração Pública pela FGV/RJ.

Blog http://argumento.bigblogger.com.br/ .




PRESIDENTE, VÁ SE F...!


por Adriana Vandoni Curvo

Não sei se é desespero ou ignorância. Pode ser pelo convívio com as más companhias, mas eu, com todo o respeito que a "Instituição" Presidente da República merece, digo ao senhor Luis Inácio que vá se foder. Quem é ele para dizer, pela segunda vez, que tem mais moral e ética "que qualquer um aqui neste país"? Tomou algumas doses a mais do que o habitual, presidente?
Esta semana eu conheci Seu Genésio, funcionário de um órgão público que tem infinitamente mais moral que o senhor, Luis Inácio.
Assim como o senhor, Seu Genésio é de origem humilde, só estudou o primeiro grau e sua esposa foi babá. Uma biografia muito parecida com a sua, com uma diferença, a integridade. Ao terminar um trabalho que lhe encomendei, perguntei a ele quanto eu o devia. Ele olhou nos meus olhos e disse:
- Olha doutora, esse é o meu trabalho. Eu ganho para fazer isso. Se eu cobrar alguma coisa da senhora eu vou estar subornando. Vou sentir como se estivesse recebendo o mensalão.
Está vendo senhor presidente, isso é integridade, moral, ética, princípios coesos. Não admito que o senhor desmereça o povo humilde e trabalhador com seu discurso ébrio.
Seu Genésio, com a mesma dificuldade da maioria do povo brasileiro, criou seus filhos. E aposto que ele acharia estranho se um dos quatro passasse a ostentar um patrimônio exorbitante, porque apesar de tê-los feito estudar, ele tem consciência das dificuldades de se vencer. No entanto, Lula, seu filho recebeu mais de US$ 2.000.000,00 (dois milhões de dólares) de uma empresa de telefonia, a Telemar. E isso, apenas por ser seu filho, presidente! Apenas por isso e o senhor achou normal. Não é corrupção passiva? Isso é corrupção Luis Inácio! Não é ético nem moral! É imoral!
E o senhor acha isso normal? Presidente, sempre procurei criar os meus filhos dentro dos mesmos princípios éticos e morais com que fui criada. Sempre procurei passar para eles o sentido de cidadania e de respeito aos outros. Não posso admitir que o senhor, que deveria ser o exemplo de tudo isso por ser o representante máximo do Brasil, venha deturpar a educação que dou a eles. Como posso olhar nos olhos dos meus filhos e garantir que o trabalho compensa, que a vida íntegra é o caminho certo, cobrar o respeito às instituições, quando o Presidente da República está se embriagando da corrupção do seu governo e acha isso normal, ético e moral?
Desafio o senhor a provar que tem mais moral e ética que eu!
Quem sabe "vossa excelência" tenha perdido a noção do que seja ética e moralidade ao conviver com indivíduos inescrupulosos, como o gangster José Dirceu (seu ex-capitão), e outros companheiros de partido, não menos gangsteres, como Delúbio, Sílvio Pereira, Genoíno, entre outros.
Lula, eu acredito que o senhor não saiba nem o que seja honestidade, uma prova disso foi o episódio da carteira achada no aeroporto de Brasília. Alguém se lembra? Era início de 2004, Waldomiro Diniz estava em todas as manchetes de jornal quando Francisco Basílio Cavalcante, um faxineiro do aeroporto de Brasília, encontrou uma carteira contendo US$ 10 mil e devolveu ao dono, um turista suíço. Basílio foi recebido por esse senhor aí, que se tornou presidente da república. Na ocasião, Lula disse em rede nacional, que se alguém achasse uma carteira com dinheiro e ficasse com ela, não seria ato de desonestidade, afinal de contas, o dinheiro não tinha dono. Essa é a máxima de Lula: achado não é roubado.
O turista suíço quis recompensar o Seu Basílio lhe pagando uma dívida de energia elétrica de míseros 28 reais, mas as regras da Infraero, onde ele trabalha, não permitem que funcionários recebam presentes. E olha que a recompensa não chegava nem perto do valor da Land Rover que seu amigo ganhou de um outro "amigo".
Basílio e Genésio são a cara do povo brasileiro. A cara que Lula tentou forjar que era possuidor, mas não é. Na verdade Lula tinha essa máscara, mas ela caiu. Não podemos suportar ver essa farsa de homem tripudiar em cima na pureza do nosso povo. Lula não é a cara do brasileiro honesto, trabalhador e sofrido que representa a maioria. Um homem que para levar vantagem aceita se aliar a qualquer um e é benevolente com os que cometem crimes para benefício dele ou de seu grupo e ainda acha tudo normal! Tenha paciência! "Fernandinho Beira-Mar", guardando as devidas proporções, também acha seus crimes normais.
Desculpe-me, 'presidente', mas suas lágrimas apenas maculam a honestidade e integridade do povo brasileiro, um povo sofrido que vem sendo enganado, espoliado, achacado e roubado há anos. E é por esse povo que eu me permito dizer: Presidente vá se foder!
Adriana Vandoni Curvo

E-mail: avandoni@uol.com.br
Blog: http://argumento.bigblogger.com.br/
Cuiabá / MT

Não posso segurar este e-mail...faça o mesmo...repasse.

Crônica da Semana


Benzinho e Amorzinho

O município de Riachão do Jacuípe, localizado na região sisaleira, há cerca de 80 quilômetros de Feira de Santana, foi por muito tempo conhecido pela quantidade de “rapazes alegres” que produzia. Diz a lenda que tudo se deve a uma árvore, conhecida popularmente como “Barriguda”, plantada numa das principais praças da cidade. Ali, segundo contam, se reuniam os jovens para conversar e, ainda segundo a lenda, quem permanecesse por muito tempo sentado sob a tal Barriguda, sofria alterações hormonais. Isto é: homem começava a ficar parecido com mulher e vice-versa. O fato é que por muitos anos a cidade era vista como o “Paraíso Gay”.
Moravam em Riachão dois senhores, amigos inseparáveis, respeitados pais de família, que de gay não tinham nada, mas cujos apelidos poderiam sugerir muitas coisas a quem não os conhecesse de perto. Como em toda cidade interiorana, é comum botar-se apelidos, este caso não foi exceção, apelidados que foram como “Benzinho” e “Amorzinho”.
Um incauto caixeiro viajante, que se encontrava pela primeira vez trabalhando naquela “praça”, andava todo desconfiado, pois já conhecia a fama do lugar. Durante a lida do dia, ele não viu nada de extraordinário, mas foi à noite, na hora em que os bichos (?) saem da toca para caçar, que a coisa aconteceu.
Cansado de um intenso dia de trabalho, o viajante resolveu esticar as pernas na praça, onde havia muitos bares e uma brisa gostosa se vazia sentir, contrapondo ao calor infernal do dia, o que é muito comum nestes sertões.
Sentado à mesa de um bar, o viajante bebericava sua cervejota e se espantava com a quantidade da fauna que via desfilar na rua. Esquivando-se meio sem jeito de olhares furtivos da bicharada, o viajante ruminava seus pensamentos, sem querer acreditar no que via:
- Vá ter bicha assim no raio que o parta...
Estava ele imerso nestes pensamentos, sem saber que no mesmo bar, numa mesa vizinha a sua, conversavam animadamente, numa roda de amigos, os dois personagens principais desta história. Lá para as tantas da noite, um deles resolveu se despedir. Levantou-se da mesa e falou com o amigo:
- Benzinho, eu já vou embora.
- Tá bem Amorzinho, amanhã então a gente torna a se ver...
Foi demais pro viajante. Ele se levantou e passou uma descompostura nos perplexos cidadãos que não entenderam nada:
- Onde já se viu, até dois velhos barbados, de cabelos brancos, que deveriam se dar ao respeito... assim também já é demais, ora bolas...

Governo Wagner, Governo da Mediocridade

Após noticiado pela AGECOM a antecipação do reajuste salarial do funcionalismo
público baiano, um reajuste linear será de 4% para todos os servidores ativos e
inativos, com o compromisso de garantir que permaneçam iguais ou acima do
salário mínimo nacional os vencimentos básicos verificamos através do projeto de
Lei 18.462/2009 encaminhado a Assembléia o qual mentiroso é esse Governo.

Vejamos os artigos que trata a lei

Art. 4º - Os vencimentos básicos dos cargos das carreiras de Auxiliar
Administrativo e Técnico Administrativo, do Grupo Ocupacional
Técnico-Administrativo, passam a ser os constantes do Anexo III desta Lei.

§ 1º - O valor correspondente à diferença entre o vencimento básico previsto no
Anexo III desta Lei e o atualmente percebido pelos ocupantes dos cargos das
carreiras de que trata o caput deste artigo será subtraído do valor recebido a
título de Gratificação por Condições Especiais de Trabalho - CET.

§ 2º - O Conselho de Política de Recursos Humanos - COPE - expedirá ato
declaratório dos novos percentuais da Gratificação por Condições Especiais de
Trabalho - CET - referentes aos cargos do Grupo Ocupacional
Técnico-Administrativo, que resultarão da aplicação do disposto no § 1º deste
artigo.
ANEXO III

GRUPO OCUPACIONAL TÉCNICO-ADMINISTRATIVO

TABELA DE VENCIMENTOS (EM R$)
AUXILIAR ADMINISTRATIVO

Vigência a partir de 01/01/2010
CLASSE VENCIMENTO
I 490,58
II 515,12

Salário Base proposto por Lula: 507,00.
Salário Base proposto por Wagner 490,58.
Onde está o aumento real, visto que o aumento salarial se dará da subtração da
gratificação.

TABELA DE VENCIMENTOS (EM R$)
TÉCNICO ADMINISTRATIVO
Vigência a partir de 01/01/2010

CLASSE VENCIMENTO
I 496,15
II 540,34
III 553,80
IV 594,97

Art. 6º - Os vencimentos básicos dos cargos da carreira de Técnico
Universitário, do Grupo Ocupacional Técnico-Específico, passam a ser os
constantes do Anexo IV desta Lei.

§ 1º - O valor correspondente à diferença entre o vencimento básico previsto no
Anexo IV desta Lei e o atualmente percebido pelos ocupantes dos cargos da
carreira de que trata o caput deste artigo será subtraído do valor recebido a
título de Gratificação de Suporte Técnico Universitário - GSTU.

§ 2º - Após as incorporações de que trata o caput deste artigo, os valores da
Gratificação de Suporte Técnico Universitário - GSTU - correspondentes aos
cargos da carreira de Técnico Universitário com jornadas de 30 e 40 horas,
previstos nas tabelas referentes à 01 de janeiro de 2010, do Anexo I-A da Lei nº
11.375, de 05 de fevereiro de 2009, passam a ser os constantes do Anexo IV desta
Lei.

ANEXO IV
TÉCNICO UNIVERSITÁRIO
TABELA DE VENCIMENTOS (em R$)
Vigência a partir de 01/01/2010
GRAU VENCIMENTO
I 495,68
II 537,33
III 550,02
IV 588,82

Salário Base: 507,00

Fora esse duro golpe, outro também foi aplicado em relação aos enquadramentos
funcionais do Analistas - Universitários. Após reunião no dia 03/12/2009, onde,
o Procurador Geral do Estado Rui Moraes Cruz falou que o parecer referente a
incompatibilidade da vantagem pessoal tratada na lei 8.889/2003 com o
enquadramento funcional tratado na lei 11.375/2009 seria negativo, o Governo do
Estado encaminha o Projeto de Lei 18.463/2009 com alteração nos seguintes
parágrafos do artigo 21.

§ 2º - Os servidores que utilizaram as titulações a que se refere o caput deste
artigo para efeito de percepção da vantagem pessoal prevista no art. 100 da Lei
nº 8.889, de 01 de dezembro de 2003, poderão optar, de forma irretratável, até o
dia 31 de dezembro de 2009, entre a manutenção desta vantagem e o enquadramento
nas referências previstas no art. 21 desta Lei.

§ 3º - A opção de que trata o § 2º deste artigo deverá ser encaminhada pelo
servidor, por escrito, ao setor de Recursos Humanos do seu órgão de lotação.

§ 4º - Caso o servidor não se manifeste até a data prevista no § 2º deste
artigo, manter-se-á a concessão da vantagem pessoal prevista no art. 100 da Lei
nº 8.889, de 01 de dezembro de 2003."

Não podemos nos calar diante dessa farsa, que é esse Governo que mantém a base
de todos os desmandos no Sistema Estadual de Negociação Permanente, que é uma
mesa permanente de enrolação, para apenas justificar a tirania e mediocridade de
que o Governo trata seus servidores.

Atenciosamente,

Deibson de Souza Cavalcanti
Coordenador Geral do SINTEST - Sindicato dos Trabalhadores do Terceiro Grau do
Estado da Bahia.

Clínica de imagem do IHEF terá ressonância magnética mais moderna do mundo


O Instituto de Hematologia de Feira de Santana (IHEF), inaugurou as novas instalações da sua Clínica de Imagem, que tem como “estrela” uma máquina de ressonância magnética, chamada “Avanto”, de 1,5 Tesla, que é a mais moderna do mundo. No Brasil essa é quinta máquina desse modelo a ser instalada, e a primeira na Bahia.
Isso equivale dizer que a população feirense conta agora com um serviço de ponta, que só os grandes centros médicos possuem. Segundo o diretor presidente do IHEF, Dr. José Antônio Barbosa, a máquina mais potente hoje em Feira de Santana é de apenas 0,38 Tesla, o que significa que a Avanto é quatro vezes mais potente, podendo dar diagnósticos mais rápidos, precisos e detalhados.
“Para que se tenha o idéia do potencial da Avanto, ela dá diagnósticos e patologias como câncer de doenças do coração, ainda no início. Faz inclusive biopsia guiadas pela ressonância magnética”, explica o médico. Mas o melhor de tudo é que, além do IHEF atender a todos os convênios de saúde, os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) também poderão ter acesso aos exames através da Avanto.
“Nós entendemos que a tecnologia de ponta não pode ser restrita para poucas pessoas privilegiadas. As pessoas carentes também terão acesso aos exames de ressonância magnética com a Avanto”, garante Dr. José Antônio Barbosa.

sábado, 12 de dezembro de 2009




Água
Não entendo como se gasta tanto dinheiro para construir uma adutora de água, com represas, estações de tratamento, bombas, e todo o necessário para abastecer a população de água tratada, mas não se gasta o mínimo para instalar geradores para o caso de falta de energia. Faltou energia na central de abastecimento e milhares de pessoas ficaram sem água.

Água Potável

Um programa municipal de Uso Racional da Água Potável será instituído em Feira de Santana no âmbito da administração pública direta, autarquias e fundações mantidas pelo poder público. A medida está prevista em um projeto de lei de autoria do vereador Carlos Alberto Costa Rocha, aprovado pela Câmara Municipal. A matéria será submetida agora à apreciação do Poder Executivo, a quem cabe sancionar a lei. Mas, não adiantará nada de, depois de ser sancionada, a lei não for aplicada. Vamos estar de olho.

Maçonaria
Além dos processos de impeachment e de expulsão do partido, o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM) também enfrenta um processo de expulsão da Maçonaria, informa reportagem da revista "Época". Segundo a reportagem, um integrante da Assembléia Federal da entidade fez um pedido de expulsão no dia 2 passado. Arruda participa da maçonaria com o grau de mestre e a decisão deve sair em 15 dias, sem possibilidade de recurso. Segundo as regras da Maçonaria, os novos membros são aceitos somente após uma investigação, e não podem cometer deslizes éticos.

Condenação

A Associação de Moradores do Conjunto Centenário cometeu “patente irregularidade” em sua movimentação financeira e foi condenada, pela Justiça, a realizar novas eleições de diretoria em um prazo de 90 dias. A decisão da 1ª Vara Cível, favorecendo a uma ação movida pelo associado Ronildo Ferreira de Queiroz foi apresentada pelo vereador Marialvo Barreto, em discurso na Câmara Municipal. “Essa decisão mostra que eu não estou errado quando defendo maior rigor na votação de declarações de Utilidade Pública para entidades, bem como a liberação de verbas através de subvenções sociais”, disse o vereador. Só faltou dizer que muitas destas “associações”, alem de render uns bons votinhos para os seus padrinhos políticos, são excelentes ferramentas para lavagem de dinheiro.

Santo do pau oco I
É curioso como todo mundo depois que morre vira santo. Ache-me ruim quem quiser, mas, para mim, um canalha é um canalha, vivo ou morto. Aliás, eu nunca esqueço a frase: “Não julgue um homem pelos seus cabelos brancos, pois os canalhas também envelhecem”.


Santo do pau oco II

Tão logo os portugueses deram com as caras por aqui, teve início o roubo, o tráfico e o contrabando. Os contrabandistas de pedras preciosas as colocavam dentro de imagens de santos esculpidas em madeira, mas, sem miolo. Daí, a expressão: “Santo do pau oco”. Sempre Livre também é cultua. E o Brasil não nega suas raízes.

Palmeiras I

Andando pelo canteiro da avenida Getúlio Vargas vi o antigo ponto de ônibus transformado em jardim. Ficou bem bacaninha, mas, por que plantaram palmeiras imperiais em caqueiros? Alguém aí pode me explicar, por favor?

Palmeiras II

Por falar em palmeiras, as que foram plantadas em frente ao prédio da Câmara Municipal estão crescendo e estão lindas.

Desarmamento

A campanha de desarmamento em Feira de Santana se encerra neste sábado (12). Todas as pessoas que voluntariamente decidirem por entregar a arma, na rua Georgina Erismann, na antiga sede da Secretaria de Desenvolvimento Social, será indenizada. O valor da indenização varia entre R$100,00 e R$300,00 de acordo com o porte do armamento entregue no posto. Enquanto isso, na feira do rolo quem quiser pode vender ou comprar uma arma a preços mais atrativos.

Desarmamento I
Continuo com meu ponto de vista de que esta campanha não resolve a questão da violência. Bandido não entrega arma espontaneamente. Enquanto isso, o cidadão de bem tem que ficar preso em suas casas com muralhas, cercas elétricas e sem direito a uma defesa. É necessário políticas publicas de verdade para se reverter esse quadro lastimável.

Diploma

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou esta semana a proposta de emenda à Constituição (PEC) que retoma a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. A PEC 33/09 restringe o exercício do jornalismo a diplomados em curso superior de Comunicação Social e regulamenta a figura do colaborador, que pode publicar na imprensa artigos de opinião.
Diploma I
De acordo com o texto, a exigência do diploma não será obrigatória para aquele que comprovar o efetivo exercício da profissão ou para jornalistas provisionados, aqueles que não têm diploma em jornalismo, mas obtiveram registro. Agora sim, está se fazendo justiça com aqueles que dedicaram boa parte da vida no exercício da profissão e não tiveram oportunidade de cursar uma faculdade.

Buona Pizza

Para quem curte boa música e boa comida a Buona Pizza é uma ótima pedida. Lá, além do molho caprichado das massas, tem o som de qualidade de Zé Trindade. Vale a pena conferir!

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Por hoje é só que agora eu vou ali ouvir meu amigo Zé Trindade tocar a “Dona Coisinha” e degustar um bom vinho e uma ótima massa no Buona Pizza.

Deputada é a 4ª colocada, no Brasil, em número de processos


Segundo o vereador Roberto Tourinho, a deputada federal Tonha Magalhães é a quarta colocada no País em número de processos na Justiça. Quando prefeita de Candeias, a deputada sofreu diversas denúncias de improbidade administrativa e desvio de verbas. Aqui em Feira de Santana ela recebeu o apoio de alguns vereadores, o que causou polêmica com alguns deputados e candidatos a deputados que não aceitam o apoio para candidatos “de fora”. A deputada teria dito não conhecer o vereador Roberto Tourinho. Nem poderia, porque ela não é daqui. Aliás, mesmo tendo recebido muitos votos em Feira de Santana, nas eleições passadas, a deputada nunca mais apareceu na cidade nem realizou qualquer ação que justificasse os votos recebidos aqui.

Artigo da Semana



Filhos

“Seus filhos não são vossos filhos. São filhos da vida pela ânsia de si mesma” (Gibran)

Ouço a notícia de que um adolescente tentou o suicídio e está em coma. O motivo: teria sido reprovado em Matemática. Ponho-me a refletir. Lembro do jornalista Carlos O’Bravo, que disse uma vez: “os pais querem que os filhos sejam médicos, advogados ou engenheiros. Mas se o moleque não tem vocação, fazer o que? Se ele toca algum instrumento ou bate um bola certinha, é melhor incentivar, porque este pode ser o caminho dele”.
Eu tenho quatro filhos. Nunca desejei que fossem isso ou aquilo. Apenas cumpri o meu papel de pai, apoiando-os em suas iniciativas e orientando-os quando necessário se fez. A obsessão dos pais em que seus filhos sejam bem sucedidos financeiramente os leva à paranóia, às raias da loucura, e dá no que dá.
Eu tenho dito reiteradas vezes de que o ser humano precisa de um mínino para viver bem. Principalmente os cristãos, que vivem conforme Jesus ensinou, vivendo um dia de cada vez, sem se preocupar em cuidar do amanhã, porque, segundo o Mestre, “o amanhã cuidará de si mesmo”. Ninguém pode querer fazer de um filho um espelho de si mesmo. Cada ser vivente é único, e carrega em si os dons que Deus lhe deu para que possa através deles viver e ser feliz.
O que eu desejo para o meu filho não importa, mas sim o que ele deseja para si mesmo. O trabalho dos pais é estimular neles os sonhos e ajudá-los a realizá-los, sem, contudo, interferir nas decisões. Minha filha esteve se formando em jornalismo e desistiu faltando apenas oito matérias para concluir o curso. Casou, fez outros vestibulares, passou, mas não decidiu o que cursar.
Ninguém venha me dizer que ela tomou decisões erradas. É da natureza dela ser indecisa, mas está agindo de acordo com o que cada momento pede, jogando com as cartas que tem nas mãos. O que importa é que ela está feliz. Eu tenho mais é que agradecer a Deus porque ela é jovem, tem saúde, inteligência, e saberá tomar as decisões certas, quando os problemas se apresentaram.
Tenho outros três filhos, cada um seguindo o seu caminho, ao seu modo, sem receber de mim qualquer tipo de pressão. Se me pedem opinião, eu dou, se me pedem ajuda, eu faço o que me for possível. É esse o meu papel. Não posso decidir por eles. Se Deus lhes deu dons, é meu papel incentivá-los a desenvolver estes dons. Não posso ir de encontro a isso.
Carlos O’Bravo disse: “essa mania dos pais forçarem os filhos a estudar Medicina ou Direito fez com que as maiores jumentalidades do Brasil se abrigassem justamente nestas áreas. Os seus clientes, na maioria das vezes, acabam mortos ou presos, o que reduz em muito as suas chances de se fazerem ouvidos”.

Quem não conhece, conheça, José da Silva, o “Caculé”


Nos anos 60 era notória uma figura nas ruas de Feira de Santana, mas ninguém sabia o seu verdadeiro nome, pois todos o chamavam de Caculé. Na época, o movimento fundado por Roberto Carlos, conhecido com Jovem Guarda, ditava a programação musical das emissoras de rádio e TV. Fã incondicional de “Rei”, José da Silva, o “Caculé”, procurava imitar o visual do seu ídolo. Cabelo escovado sobre a testa, com a indefectível escova “Pata-pata”, que sempre trazia no bolso traseiro da calça, ele ainda, usava pulseiras, colares e anéis, vestia calças com boca de funil, cintos com largas fivelas e botinhas de salto alto, ao melhor estilo “Beatles”.
Hoje, aos 58 anos, nem ele mesmo sabe a origem do apelido. Erroneamente, ele diz que Caculé “é a terra do cantor Waldick Soriano” (na verdade é Caetité). “Quando cheguei de São Paulo me botaram esse apelido e eu não gostei. Brigava com quem me chamava assim. Aí uma mulher disse: oxente meu fio... ocê vai brigá com todo mundo por causo de apelido? Aí eu parei de brigar e o apelido ficou... até hoje”.
“Eu era fã de Roberto Carlos, usava aquelas roupas, as fivelas grandes nos cintos largos, o cabelo liso, longo e escovado. Mas hoje não tem mais não. Tempo bom já foi, agora não tem mais. Emprego ninguém acha, e eu sempre vivi de vender minhas bugigangas. Estudei só até a 2ª série (fundamental)”, conta ele.
Entre as “bugigangas” que vende (utensílios domésticos, material de limpeza, e outras quinquilharias), Caculé vende um rapé (fumo torrado e moído) enriquecido com umburana de cheiro, patchuli, noz moscada, anis-estrelado e velaminho caboclo, entre outras ervas aromáticas. “Eu mesmo que faço, tanto pra usar quanto pra vender, e é bom até pra sinusite”, afirma ele.

Drogas
“O povo achava que eu usava drogas, que fumava maconha, mas no meu tempo não existia esse negócio de drogas. Só maconha, mas graças a Deus eu nunca usei. Eu só tomava cachaça. Eu e meu amigo cabo França, que hoje dia é crente (evangélico). Na década de 70 a gente freqüentava muito o Minadouro (baixo meretrício da cidade). eu bebi e fumei muito, mas hoje não bebo e não fumo”.
Caculé diz que nasceu na Paraíba e que chegou em Feira de Santana com 10 anos de idade, juntamente com a família. “Eu tinha cinco irmãos, mas um morreu. Meus pais também já morreram. Meu pai de câncer e minha mãe de úlcera”, conta ele. “Eu gostava muito de festa. Naquele tempo o povo vivia era com as portas abertas. Hoje em dia quem faz isso? Curti Os Leopardos, Bispão, freqüentei os bailes do Gastão, Municipal, na década de 70. Era muito bom”! – lembra, saudoso.
“Moro na Queimadinha há muitos anos, numa casa deixada por meus pais. E pra sobreviver, continuo vendendo minhas bugigangas. O homem não pode roubar o que é dos outros. Tem mais é que amar a Deus e amar o próximo como a si mesmo. Mas, ninguém mais segue esse mandamento da Lei de Deus. Jesus tá perto de chegar e vamos ver quem é que vai ser escolhido por ele aqui na Terra. Hoje ninguém mais crê em Deus, a mocidade está se acabando nas drogas. No meu tempo era cachaça, namoro, brincar a noite toda nas boates, não tinha violência. Hoje a gente vai numa festa e é roubado, tem muita violência. Ta demais. Namorei muito, mas nunca casei! Graças a Deus! Se eu fosse casado a minha família ia era passar fome”, diz.
Eu me considero uma pessoa feliz, porque as coisas só acontecem quando Deus quer. Ninguém nasce doente ou com problemas porque quer. Tudo vem de Deus. E existem as doenças espirituais, que ninguém sabe, ninguém explica. Eu mesmo tomo remédio controlado, por causa do nervoso. Eu não sou doido, porque quem é doido rasga dinheiro e anda nu nas ruas. Eu tomei uma queda quando tinha dois anos, e ficou um ‘foco’ na minha cabeça. A médica diz que eu tenho um distúrbio. Na época meu pai não tinha condição de me tratar. “Mas, afora isso e a pressão alta, eu não tenho mais nenhum problema de saúde”, afirma.

Arruda, a UNE e os sindicatos *

Podemos estar enfrentando uma crise de ideologias, mas nunca de ideais, de lutar por justiça social. Povos oprimidos, pessoas perseguidas, todos os gêneros de ditadura são terríveis, de direita ou de esquerda." (Ernesto Sabato).
Está aí mais um escândalo de corrupção. O governador de Brasília, José Roberto Arruda, envolvido até o pescoço na lama que caracteriza o Brasil e todos os seus governos. Não é preciso entrar em detalhes, pois tenho certeza que os leitores são muito bem informados pela mídia em geral.
Aí, vejam só, reapareceram os heróis da UNE para fazer quebra-quebra, junto com meia dúzia de sindicalistas. Que o ato em si, foi justíssimo, não há dúvida. É para exigir mesmo a saída da quadrilha do governo do DF, já. Mas por que a UNE e sindicalistas não fizeram o mesmo com os mensaleiros do PT? Teve dinheiro na cueca do cunhado de Genoíno, sim senhor!
Por que a UNE e os sindicalistas não exigem a expulsão de Collor (como o fizeram, e muito bem - participei, inclusive, nas ruas - em 1992) das hostes petistas? Por que não protestaram com veemência e quebra-quebra contra as escandalosas práticas de Sarney, presidente do Congresso, conhecido desde tempos idos como "o ACM do Maranhão"? Por que não protestaram contra o presidente do Irã, que inocentou os nazistas, reprime, tortura e mata homossexuais, humilha mulheres e censura a informação?
Porque, senhores, estão ganhando muito dinheiro, essas lideranças, para defender o PT e seu governo. JÁ SEI! Vão comentar dizendo que devo rodar a baiana na Rua Chile, que sou de direita, que escrevo mal pacas, que meu texto é doido, que não tenho coerência, que sou irado, e tudo mais. Só não vão responder as perguntas que fiz. Ponto final!
Em tempo: lembrando meu avô, mais uma gaitada para essa gente que pensa que engana todo mundo com coação moral: quá-quá-quá-quá...

Tchal e bênção!

*Alex Ferraz. http://osinimigosdorei.blogspot.com

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Troféu Tracajá neste sábado no Resenharia



Neste sábado (12), a partir das 11 horas, feirenses ilustres, nativos ou procedentes de outras paragens, serão homenageados pelas Organizações Tracajá com o troféu mais cobiçado, “o Oscar do Sertão”. Segundo o presidente das organizações Tracajá, Reginaldo Tracajá Pereira, serão homenageadas aquelas pessoas que trabalham para o desenvolvimento de nossa terra. O evento vai acontecer no Resenharia, na Kalilânida.

Como acontece ha sete anos, lá estarão profissionais das áreas de comunicação, política, música, esporte, religião, social, saúde, filantropia, dentre outras categorias. Assim como nos anos anteriores, os nomes dos homenageados só serão conhecidos na hora da entrega do troféu.

Surgido em 2002 como forma de valorizar pessoas da comunidade que, em suas áreas de atuação, contribuem para o desenvolvimento da cidade e nem sempre têm o merecido reconhecimento oficial, o evento ganhou corpo, tornando-se um acontecimento indispensável no calendário festivo do feirense, chegando a sua sétima edição.

“Nosso objetivo é reconhecer o talento, o compromisso e a dedicação de tantas pessoas que trabalham pelo engrandecimento da Princesa de Sertão. E nada melhor do que prestar a homenagem em ritmo de descontração, oferecendo o “Oscar do Sertão” em clima de cordialidade e alegria. Porque as Organizações Tracajá têm como meta o sorriso acima de tudo. Pode até perder o troféu, a piada, nunca”, diz Tracajá.

Várias atrações estão confirmadas para o mega evento que será apresentado pelos radialistas Elsimar Ponde (foto), Tanurio Brito, o peso pesado do radio feirense, Framário Mendes, e quem mais se habilitar.

O aspecto de informalidade, de descontração, é um dos fatores mais marcantes pois, ao contrário do que às vezes se verifica em eventos formais, todos ficam a vontade. Afinal Tracajá é uma festa literalmente democrática que consegue reunir em um mesmo espaço profissionais de diferentes áreas e condições socio-econômicas, em um clima de perfeito entendimento.


Ass. de Comunicação – Organizações Tracajá

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009


Pé de pato, mangalô três vezes

Em meio a mais um escândalo nacional, com o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (aquele do escândalo do painel do Senado) sendo flagrado recebendo uma maçaroca de dinheiro ilegal, a grande Imprensa nacional tentou desviar as atenções do povo para uma piada – de mau gosto, é verdade – feita pelo ator americano Robin Williams, sobre a vitória do Brasil sobre Chicago, Tóquio e Madrid, que concorriam para sediar as Olimpíadas de 2016.
Segundo o ator e comediante, a vitória do Brasil não foi justa, porque eles, os americanos, enviaram figuras populares para defender seus interesses na disputa, enquanto que “o Brasil enviou 50 stripers e meio quilo de pó”. A piada foi encarada pelos americanos, como apenas mais uma piada. Mas, aqui no Brasil, tentaram transformar uma besteira numa comoção nacional.
Enquanto isso, o governador Arruda segue na sua cruzada para não perder o cargo, ameaçando, no melhor estilo Roberto Jefferson, botar a boca no trombone e detonar quem ousar ficar a favor do seu impeachment. Por sua vez, o presidente Lula, que fazia turismo no Japão, disse que as imagens de Arruda recebendo o “troco” não falam por si mesmas. Contraria, assim, a sabedoria popular que diz que “uma imagem vale mais que mil palavras”.
Mas o Brasil é assim. O “orgulho nacional” incha por uma simples partida de futebol, mas o amor próprio do brasileiro não se manifesta diante de um governo marcado por sucessivos escândalos. Onde estão os homens de bem do Brasil? As nossas ditas “reservas morais”? As instituições como Igreja, Maçonaria e clubes de serviço? Ou até mesmo os jovens “Caras Pintadas”? Ninguém reage! Ninguém diz nada. Ninguém toma uma iniciativa.
Somos enganados, roubados, avacalhados, menosprezados todos os dias por uma corja de ladrões e corruptos que parece não acabar nunca, e aceitamos tudo passivamente, tristemente conformados e até coniventes com esse estado de coisas. E esse governo vai continuar, porque ninguém vence no voto a quem dá esmolas e festas para os miseráveis. Sim! Quem elege estes canalhas são pessoas que não lêem jornais, mas limpam o fiofó com eles.

E a vida segue. Arruda vai continuar sendo Arruda e Robin Williams vai continuar sendo Robin Williams. E a nós, brasileiros, resta a saudade dos tempos em que “arruda” era apenas uma erva cheirosa da qual a gente pegava um raminho e colocava atrás da orelha para espantar mau olhado. Tiscunjuro!

Crônica da Semana


Arriba Y Abajo

Houve uma época em que eu, Delman Aquino, Jorge Magalhães e Assis Freitas Filho, sentávamos todos os dias no bar Degraus, a partir das 18 horas até tarde da noite. Às vezes, saíamos dali e continuávamos a farra em outros bares da cidade. E sempre tinha um engraçadinho pra inventar um modo novo de beber.
Foi assim que inventaram o jogo do “Zero a Cem”, onde quem perdia tinha que virar uma dose inteira de cachaça. Numa dessas ocasiões, Assis, que dos quatro, era quem menos agüentava beber, perdeu muitas partidas e embriagou-se. O pior é que sua mulher, Silvinha, que não o acompanhava nas farras (Maura era a única mulher no grupo), o que tem de pequena tem de valente. E agora? Quem vai levar Assis pra casa?
Combinamos que todos iríamos, mas buscando um jeito de não encarar Silvinha. Assim foi dito, assim foi feito. Chegamos lá, encostamos ele na porta, batemos na porta e corremos para nos esconder. De trás do muro, ouvíamos a confusão e dávamos risadas.
De outra vez, um engraçadinho inventou de jogar dominó apostando copos de cerveja. Só que tinha que entornar de uma só vez, sem tirar da boca. Quem pensa que é fácil, muito se engana. Os primeiros descem até bem, mas depois não passa mais nem um gole. É horrível.
Assim a vida ia seguindo. Quando eu e Carlinhos Ceguinho montamos um bar na avenida Getúlio Vargas, a turma passou a se reunir por lá. Foi numa destas oportunidades que eu me sentei à mesa e inventei uma nova moda de beber. Em determinado momento da farra, os copos eram enchidos de cerveja e, conforme o comando, a gente abaixava os copos, levantava, levava até o centro da roda e, daí, bebia de uma só vez todo o conteúdo.
Arriba! Abajo! Ao Centro! Adentro! Nessa brincadeira, esvaziamos várias caixas de cerveja. No dia Seguinte, Delman me contou o que aconteceu com ele. Disse-me ele que, saindo dali, foi pra seu apartamento no Parque Cajueiro. Subiu as escadas andando de quatro e me xingando: “Cristóvam me paga”. Quando finalmente chegou à porta do apartamento, levou outro bom quarto de hora para acertar o buraco da fechadura. Quando enfim conseguiu abrir a porta, encontrou Deni, sua mulher, de camisola e toda perfumada, que o convocou: “Arriba!” E ele:
Que “arriba” que nada. “Abajo, o “Adentro” acabou comigo...

Deu no Claudio Humberto

Preludio

#Crer

Não faltam motivos para descrer da humanidade.
Vamos combinar que fizemos coisas extraordinárias, mas nossa passagem pela Terra não está sendo, exatamente, um sucesso.
Para cada catedral erguida bombardeamos três, para cada civilização vicejante liquidamos quatro.
A cada gesto de grandeza correspondem 5 ou 6 de baixeza, para cada Gandhi produzimos 7 tiranos, para cada Patrícia Pilar 17 energúmenos.
Inventamos vacinas para salvar a vida de milhões ao mesmo tempo em que matamos outros milhões pelo contágio e a fome.
Criamos telefones portáteis q funcionam como gravadores, computadores e às vezes até telefones, mas ainda temos problema com a coriza nasal.
Nosso dia a dia é cheio de pequenas calhordices, dos outros e nossas.
Rareiam as razões para confiar no vizinho ao nosso lado
O que dirá do político lá longe, cuja verdadeira natureza muitas vezes só vamos conhecer pela câmera escondida.
Somos decididamente uma espécie inconfiável, além de venal, traiçoeira e mesquinha.
E estamos envenenando o planeta, num suicídio lento do qual ninguém escapará. E sem falar no racismo, no terrorismo e no Big Brother Brasil.
Eu tinha desistido de esperar pela nossa regeneração. Ela não viria pela religião, que se transformou em apenas outro ramo de negócios.
Nem viria pela revolução, mesmo que se pagasse para o povo ocupar as barricadas.
Eu achava que a espécie não tinha jeito, não tinha volta, não tinha salvação.
Meu desencanto era total. Só o abandonaria diante de alguma prova irrefutável de altruísmo e caráter que redimisse a humanidade.
Uma prova de tal tamanho e tal significado, que anularia meu ceticismo terminal e restauraria minha esperança no futuro.
E esta prova virá neste domingo, se o Grêmio derrotar o Flamengo no Maracanã.
A volta da minha fé na humanidade não interessa, Grêmio. Pense no que dirá a História. Pense nas futuras gerações!


Luis Fernando Veríssimo, na manhã de hoje (03/12),
via Twitter (http://twitter.com/LuisFVerissimo).

sábado, 28 de novembro de 2009




Brasil, um País de tolos
“Estamos entregues às quadrilhas de safados sanguinários. Vivem falando em Democracia e a estão destruindo debaixo de nossos narizes. Os aposentados que suaram suas camisas estão morrendo à míngua, pois não tem grana para eles. Defendem Batistis, aposentam Niculaus, empregam os Sarneys e ainda sobra grana para aumentar o Bolsa Família e indenizar guerrilheiro assaltante. Só não tem grana para as coisas sérias”. (de um leitor anônimo, indignado).

O Homem Nu rides again
O jornalista e poeta Franklin Maxado, que protestou nu no Festival Vozes da Terra do ano passado, teve novamente uma música classificada para o Festival que acontece no próximo dia 09 de dezembro, no teatro Maestro Miro. A música Aboio Moderno, feita em parceria com Raimundo M. S., será apresentada por Maxado e pelo cantor Sapiranga. A composição trata dos novos modos de criação de bois no Nordeste, onde quase não existem mais caatinga e feira de gado, que agora vive confinado, comendo ração e vai de caminhão para o abatedouro frigorífico.

Segurança
Agências bancárias e instituições financeiras localizadas no município de Feira de Santana deverão instalar no espaço compreendido entre os caixas e as pessoas que estejam na fila de espera, um painel de material opaco como forma de impedir a visualização dos clientes.
Essa proposta, do vereador David Neto, foi aprovada em segunda e ultima discussão na Câmara Municipal e agora vai ser apreciada pelo prefeito Tarcízio Pimenta, a quem caberá sancionar a lei. Eu, entretanto, acredito que a coisa não vai funcionar. Acho até que os bandidos terão mais facilidade para assaltar quem está no caixa, longe dos olhos das pessoas presentes.

Cara de Pau
Três anos de governo e Wagner continua em cima do palanque. Agora que está chegando a campanha eleitoral ele quer inaugurar qualquer coisa. Os quebra faca dele vivem a telefonar para os prefeitos perguntando o que é que tem para o home inaugurar. Há poucos dias estiveram num município da região sisaleira procurando alguma coisa para inaugurar e o prefeito respondeu: inaugurar o que, se ele não nos deu nada ainda? E apresentou uma maçaroca de ofícios solicitando benfeitorias e disse: Se ele autorizar alguma obra dessas, a gente arma um palanque para ele anunciar e assinar as ordens de serviços. É muita cara de pau! Querer inaugurar o que não fez.

Irresponsabilidade
Um caminhão que presta serviço a Prefeitura Municipal de Feira de Santana, placa HPK 5603, por pouco não causou um acidente grave na saída de Salvador, sexta-feira passada (27). Havia um engarrafamento na rodovia e o motorista irresponsável fechou um veiculo da Bruno Locar onde se encontravam inclusive crianças. Cabe ao setor de transportes investigar quem estava ao volante e tomar as medidas cabíveis.

Ameaça à Imprensa
Inconformados com a liberdade de Imprensa existente no país, a maioria do PT defende a intervenção do governo Lula nas comunicações, a pretexto de aumentar a participação do Estado em setores estratégicos da economia. A verdade é que este grupo petista não aceita conviver com a independência editorial dos veículos que são líderes dos seus respectivos mercados.
Por meio de propostas de mudanças na atual legislação, que serão apresentadas durante a Conferência Nacional de Comunicação que o governo realizará em Brasília entre 1º e 3 de dezembro, os petistas tentarão dar o golpe no setor. A resolução defendendo a revisão das leis já foi aprovada pela maioria do Partido. Segundo o documento, “o arcabouço legal privilegia grupos comerciais, em detrimento dos interesses da população”. O que esta parcela significativa do PT quer é pôr canga nas emissoras de rádio e de tevês, passo decisivo para extinguir a liberdade de imprensa no país. A Oposição, no entanto, avisa: está atenta e na defesa permanente da liberdade de imprensa, esteio da Democracia.

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Por hoje é só que agora eu vou ali lutar pela liberdade de Imprensa

Artigo da Semana


Denúncias

Duas coisas são absolutamente necessárias para que se formule qualquer denúncia: provas e coragem. Provas, para não cair no ridículo da denúncia vazia e ainda responder a processos. Coragem, para sustentar o que disse. A denúncia vazia, sem provas, é prática comum entre políticos incapazes e enganadores. Levantam questões e fazem denúncias sem ter absolutamente como provar o que dizem. É o que eu chamo de jogar para a torcida.
Elegem-se e reelegem-se, sem produzir nada de útil para a sociedade, às custas de pessoas crédulas e simplórias, que não conseguem perceber a inutilidade das ações destes canalhas. Não por acaso o delegado Fábio Lordelo declarou em alto e bom som: “Não escuto discurso vazio de vereadores”. Disse isso após ser questionado sobre as denúncias de vereadores sobre a falta de segurança pública, no Município.
O delegado está certo. Se os vereadores querem questionar falta de segurança, vão questionar seus líderes, seus prefeitos, governadores e presidente. São eles que devem dotar as polícias da estrutura necessária para combater a criminalidade, e, paralelamente a isso, investir em educação e outras formas de tirar os jovens das ruas e lhes dar condições de trabalho, para que não enveredem pelos caminhos das drogas e da violência. Não é um delegado de uma cidade do interior da Bahia que vai resolver o problema. Ele faz a parte dele. Prende bandidos, mas, a Justiça solta.
Outro vereador, mais afoito, se solidarizou com “os brasileiros que ficaram indignados com a presença do presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad, na última segunda-feira, no Brasil”. É ou não é falta de assunto, falta do que fazer? É por isso que eu digo que não precisamos de vereadores, mas sim um “Conselho de Cidadãos”, eleito pelo povo, mas, reunindo-se apenas quando convocados por algum poder ou instituição, para debater um assunto específico e apontar soluções. Sem remuneração, é claro.
Esta semana a vereadora Eremita denunciou possíveis irregularidades no Programa Minha Casa Minha Vida e por isto teria sofrido constrangimento e ameaça por parte de gerentes da CEF, que alegam que a vereadora teria denunciado a existência de “tráfico de influência” na execução do Programa, beneficiando empresários. Eremita afirma que não fez esse tipo de denúncia, tampouco citou nomes de gerentes da Caixa. Ela afirma que apenas abordou alguns aspectos estranhos na execução do programa, a exemplo da cobrança de taxa de inscrição para interessados em uma unidade habitacional. Teria dito também que algumas pessoas, possivelmente empresários, estariam adquirindo vários imóveis, prejudicando famílias de baixa renda.
É por essas e outras que se tem que ter provas sobre o que se diz.

Crônica da Semana


Alcides, o quebra galho

Alcides era uma espécie de coringa. Garçon, cozinheiro, porteiro, juiz de futebol, locutor e mais um monte de coisas. Faltou alguém, chama o Alcides. Trabalhando naquele luxuoso clube de campo desde a sua fundação, conhecia todos os sócios, suas esposas, seus filhos, e a todos tratava bem e era bem tratado. Pra ele não tinha tempo ruim. Precisou ele tava lá. Mas era também muito espirituoso, discreto e apaziguador.
Certo dia ele estava na portaria quando chegou um velho associado trazendo pelo braço uma prostituta. Ciente da confusão que podia dar, Alcides tentou contornar a situação. Chamou o homem de lado e disse: “Doutor, o senhor não pode entrar no clube com uma prostituta”. O velho sócio então, radicalizou: “Não posso não, meu filho? Então você fica com esta aqui que eu vou lá dentro buscar as que já foram, as que são e as que estão pra ser prostitutas”.
Mas Alcides tinha jogo de cintura e não se deixava abater.
Num outro dia, atuando como juiz num jogo de futebol do campeonato interno do clube, apitou, marcando uma falta. Da platéia, no silêncio da noite, se ouviu uma voz protestar: “Marque esse jogo direito, seu corno preto!” Indignado, Alcides parou o jogo, botou a bola debaixo do braço e se dirigiu à platéia: “Olha vamos organizar. Ou é corno ou é preto. Os dois não, que aí também já é demais”.
Conhecendo sua boa índole, os rapazes se aproveitavam para coloca-lo em situações vexatórias. Certa vez, pediram-lhe para narrar, pela rede interna de auto falantes, um jogo de futebol, e deram-lhe a escalação do time da “casa”, onde constava um jogador chamado Jacaré. O que não lhe disseram é que o tal do Jacaré não gostava nada do apelido, e era um sujeito violento.
Bola vai e bola vem, Alcides narrava o jogo: “...lançada a bola no meio para Jacaré, Jacaré matou no peito, baixou no terreno... (!??) ...senhoras e senhores, inexplicavelmente Jacaré pegou a bola com a mão e parou o jogo (!!!???) ... e vem em nossa direção... !!!??? Socorro!”
Nas nada disso perturbava Alcides. Ele só se desesperou mesmo foi quando num dia em que ele servia de garçom em volta das piscinas, e de repente, apareceu uma mulher vestida do jeito que veio ao mundo. Tranqüilamente ela se espichou numa espreguiçadeira e chamou Alcides, pedindo que lhe trouxesse uma água de coco. Alcides trouxe, e ficou por ali, olhando pra mulher com ar intrigado. Ela então, com ar desafiador, lhe perguntou:
- Que é? Nunca viu mulher nua não?
- Já, sim senhora. O que está me intrigando é que a senhora não trouxe bolsa e eu quero ver aonde a senhora guardou o dinheiro pra pagar a conta.

Bom dia, Luiz Inácio!

Não lhe chamo de Dr. porque isso você não o é, muito menos de presidente porque não tenho obrigação nenhuma de chamar de algum título um boa-vida, cachaceiro, ignorante, amoral, ladrão e desmemoriado .
Sabe Luiz, tal como você, também sou de origem humilde. Minha mãe lavou muita roupa e fez muito crochê para me criar, depois minhas irmãs cresceram e foram ser tecelãs numa industria em Bauru.
Estudamos em escola pública, naquele tempo nem calçado tinha, ganhava roupas usadas e me sentia uma rainha. Com muito custo estudamos, Luiz Inácio! Desde 5 anos eu já ajudava em casa para minhas irmãs trabalharem e minha mãe também. Com 12 anos comecei a trabalhar fora, doméstica, depois metalúrgica, até que terminei meu colégio
e ingressei numa Universidade Pública.
Luiz Inácio, nunca fiz cursinho, nunca fui incentivada, levantava às 4 e ia dormir uma da manhã; tomava vários ônibus, caminhei muito, comia pouco, vivia para os estudos e, engraçado, nunca perdi um ano, nunca perdi uma aula e Graças a Deus, em 1983 me formei em Medicina. Me especializei, me casei e junto com meu marido luto para dar o melhor para as minhas filhas.
Hoje sou preceptora em uma Universidade, ganho tão pouco que é uma vergonha ser médico nesse país. Depois que você quis brincar de presidente, as coisas pioraram ainda mais, mas o que se há de fazer. Agora, vem cá: Você é pobre e não teve condição de estudar??? Não me engana com esse rosário, mas não mesmo. Sua mãe era analfabeta? Empatamos; a minha também, eu ensinei a ela conforme ia me alfabetizando até aparecer o Mobral - desculpinha esfarrapada essa sua heim???
Eu engoli você esses 4 anos, com suas gafes, seus roubos, (e como sei de coisas. Conheço o Palocci), e sempre fiquei na minha, quieta porque é um direito seu. Mas hoje, ao ligar a televisão e ver você, hipocritamente chamar a todos brasileiros de burros e incompetentes, lamento, mas foi a gota d'água! Não julgue os outros por você,, não me compare a sua laia. Sou apolítica, mas sou brasileira e em momento algum você fez por merecer todo carinho que essa gente lhe dá.
Luiz Inácio, falar que o POVO BRASILEIRO NÃO TEVE INTELIGÊNCIA SUFICIENTE PARA DECIDIR A ELEIÇÃO, creia, foi a pior frase que você poderia ter dito. Posso até concordar que 48% não teve inteligência porque vive na ignorância, na mesma que você julga que o povo brasileiro tem. Eu só espero que essa sua frase, dita num sorriso de quem já tinha bebido todas ecoe de Norte ao Sul do País e acorde esse povo que como eu lutou muito para chegar onde está, que como eu, não agüenta mais pagar impostos para o você e sua corja gastarem com sabe-se lá o que.

Foi mal Luiz Inácio. muito mal mesmo!
Uma brasileira.
DRA. MARISE VALÉRIA SANTOS-CRM 77.577-SP

Assino em baixo. E quem quiser pode assinar também.

*Existem cinco estágios em uma carreira

O primeiro estágio é aquele em que um funcionário precisa usar crachá,
porque quase ninguém na empresa sabe o nome dele.
No segundo estágio, o funcionário começa a ficar conhecido dentro da empresa e seu sobrenome passa a ser o nome do departamento em que trabalha. Por exemplo, Heitor de Contas à pagar.
No terceiro estágio, o funcionário passa a ser conhecido fora da empresa e o nome da empresa se transforma em sobrenome. Heitor do Banco tal.
No quarto estágio, é acrescentado um título hierárquico ao nome dele: Heitor, diretor do banco tal.
Finalmente, no quinto estágio, vem a distinção definitiva. Pessoas que mal conhecem o Heitor passam a se referir a ele como "o meu amigo Heitor,
diretor do banco tal". Esse é o momento em que uma pessoa se torna, mesmo contra sua vontade, um amigo profissional" .
Existem algumas diferenças entre um amigo que é amigo e um amigo
profissional. Amigos que são amigos trocam sentimentos. Amigos profissionais trocam cartões de visita.
Uma amizade dura para sempre. Uma amizade profissional é uma relação de curto prazo e dura apenas enquanto um estiver sendo útil ao outro.
Amigos de verdade perguntam se podem ajudar. Amigos profissionais solicitam favores. Amigos de verdade estão no coração. Amigos profissionais estão em uma planilha.
É bom ter uma penca de amigos profissionais. É isso que, hoje, chamamos *networking*, um círculo de relacionamentos puramente profissional. Mas é bom não confundir uma coisa com a outra. Amigos profissionais são necessários. Amigos de verdade, indispensáveis. Algum dia, e esse dia chega rápido, os únicos amigos com quem poderemos contar serão aqueles poucos que fizemos quando amizade era coisa de amadores.

*Max Gehringer

Dois engenheiros, oito milhões

Três coisas me aborrecem muito: Um, quando se faz apologia do sucesso de quem não estuda menosprezando ou descrevendo como tolo aquele que estudou; Dois, quando uma história sem pé nem cabeça é "vendida" como verdade absoluta só porque "deu na internet"; Três, quando engenheiros ou arquitetos são ridicularizados em público por alguém que nunca sentou num banco de faculdade de Engenharia ou de Arquitetura e, portanto, não sabe do que está falando. Assim, este artigo tornou-se inevitável, por ter sido provocado por esses três componentes ao mesmo tempo.
É o seguinte: em alguns vídeos disponíveis na internet um certo palestrante conta uma historinha para ilustrar e confirmar a sua linha de argumentação.
O palestrante não é nenhum Zé Ninguém. É graduado em Filosofia, Mestre e Doutor em Educação. Professor-titular de uma importante Universidade Brasileira, membro do Conselho Técnico Científico de Educação Básica da CAPES/MEC. Foi Secretário Municipal de Educação de São Paulo e é autor de diversos livros.
Na história contada pelo palestrante, que, como ele faz questão de repetir, é "clássica e verdadeira" uma grande empresa multinacional (que fabricava, entre outras coisas, pasta de dentes) tinha, há 15 anos, um grande problema para ser resolvido: na esteira final de embalamento algumas caixinhas vinham vazias, sem o tubo de creme dental. Isso era um problema pois poderia causar dificuldades comerciais para a empresa.
O que fez a multinacional? Contratou dois engenheiros para resolver o problema. Os dois engenheiros trabalharam por três meses, consumindo oito milhões de reais e chegaram a uma solução "estupenda": um programa de computador, acoplado à esteira de aço com uma balança ultra sensível. Quando passava uma caixinha vazia o sistema acusava a diferença de peso, parava a máquina, travava tudo, um braço hidráulico vinha e tirava a caixa vazia.
Depois de dois, três meses de funcionamento perfeito, foram olhar os relatórios e descobriram que havia dois meses que o sistema estava desligado. Chamaram supervisor, gerente e chefe e ninguém sabia de nada. Chamaram os operários e alguém falou: "a gente desligou isso, porque dava um trabalho danado. Travava o tempo todo". Então, como é que está funcionando sem defeitos? "A gente resolveu do nosso jeito: fizemos uma vaquinha, juntamos oitenta reais e compramos um ventilador grande e colocamos na esteira. Quando passa uma caixinha vazia o vento carrega!"
Gargalhadas incontidas na platéia. Palestrante feliz! Conseguiu demonstrar o seu ponto de vista: a melhor solução está onde está o melhor estoque de conhecimento.
Bravo, Doutor!
E onde é que entra a Engenharia nesse seu exemplo? Ah, sim. O senhor está demonstrando que engenheiros são obtusos, idiotas, sem noção de custos e incapazes de encontrar uma solução minimamente razoável (Acho que é isso). Portanto, se estamos falando de "estoque de conhecimento" inútil procurar no departamento de Engenharia (é isso?).
É claro que essa história tem toda cara de ter sido inventada para ilustrar palestras de auto-ajuda e motivação, tipo de evento em que o objetivo é muito mais divertir e distrair a platéia do que ensinar coisas realmente úteis para a vida. Mas me incomodou o fato de que esse vídeo está reproduzido diversas vezes na internet, sempre seguida de comentários contra a obtusidade dos engenheiros envolvidos.
Fiz uma pequena busca. Mandei um e-mail para o palestrante, outro para a única empresa multinacional que se encaixa na descrição feita pelo palestrante e também para a Associação de Engenheiros de Valinhos. Recebi algumas respostas e, voilá... descobri o óbvio: a história é fake. Foi inventada para ilustrar alguma conversa fiada e acabou, por falta de filtro científico, chegando à palestra de um acadêmico (que deveria, por dever de ofício, ter o cuidado com todo o conteúdo de suas apresentações).
Será que esse palestrante coloca nos seus livros qualquer bobagem que ouve numa mesa de bar ou numa festa em casa de amigos? Imagino que não. Então por que incluiu essa história na sua palestra? E por que deu a ela o crédito de "clássica e verdadeira"?
Resposta: porque ele sabe que, nesse tipo de platéia ninguém desconfia do que é dito. As pessoas estão ali para se divertir, dar boas risadas e se sentirem melhor com a própria mediocridade. Se eu não sou alguém capaz de construir soluções elaboradas, científicas e tecnologicamente corretas, tudo bem. Eu posso me sentir melhor ridicularizando pessoas que fazem isso. Nesse país de analfabetos sempre foi esporte nacional menosprezar e ridicularizar as pessoas que estudam e se preparam.
Nas novelas da tv os personagens principais nunca estudam. Alguém aí se lembra de algum personagem que tenha vencido na vida ou progredido, por ter estudado, durante uma novela? Nem em "Malhação" (cujo cenário é uma escola) os personagens estudam ou têm suas vidas transformadas em função da dedicação aos livros e cadernos.
Nas novelas é muito comum o progresso (muitas vezes vertiginoso) por outras razões como beleza, simpatia, jeitinhos ou contatos com as pessoas certas. Isso alimenta nas pessoas (nos telespectadores) a crença de que o sucesso está ao alcance de qualquer um: estar melhor preparado para as oportunidades não faz diferença. É tudo uma questão de "força de vontade".
No futebol (nos esportes, em geral) essa lógica também é forte. Em outros países, um atleta que se preparou muito e por alguma razão perde a competição não é desprezado pela torcida. Ao contrário, recebe os aplausos e o reconhecimento pelo empenho e preparo. A torcida sabe que aquele atleta tem maior chance de construir uma carreira de bons resultados.
No Brasil não. O brasileiro supervaloriza as conquistas casuais, as vitórias inesperadas, o campeão que surpreendeu a todos, o atleta que vence uma grande competição quando ninguém esperava nada dele. Torcemos sempre pelo time mais fraco e pelo competidor mais despreparado. São os atletas e equipes que, no imaginário coletivo, chegam às conquistas por acaso, sem querer, sem ter planejado isto.
Pais e mães se orgulham de contar para os amigos que "meu filho passou no vestibular. E olha que ele nunca estudava para a prova". Uma pessoa conquista um bom emprego e conta pra todo mundo, cheio de orgulho: "nem me preparei para a entrevista!" O brasileiro vive procurando provas de que é possível vencer na vida sem preparo, sem investimentos e, principalmente, sem passar pelo caminho completo. Nós, brasileiros, não acreditamos no treinamento. Não acreditamos no estudo. Não acreditamos que o desempenho é o resultado de uma estrutura (física, intelectual ou psicológica) planejada.
Torcemos contra o atleta favorito (aquele que treinou mais e por mais tempo). Torcemos contra os mais fortes (que são mais preparados e estruturados). Torcemos sempre para que haja uma queima inesperada de etapas com a surpreendente vitória do novato, daquele que não estudou ou que não se preparou direito.
E a vida segue.

Ênio Padilha
www.eniopadilha.com.br

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Já começou o Hiper Natal do Hiper Lojão Kamy’s



O Natal já começou em Feira de Santana com o lançamento da Campanha de Natal do Papai Noelsinho. Com café da manhã, distribuição de brindes e muita música, reunindo amigos, clientes e Imprensa, o empresário Nelson Roberto lançou a campanha mais esperada desta época do ano, o Hiper Natal do Papai Noelsinho.
Várias semanas o empresário passou viajando para São Paulo, buscando o que há de melhor para oferecer aos seus clientes nas promoções do Hiper Natal do Papai Noelsinho. Desde a semana passada milhares de pessoas estão se dirigindo ao Hiper Lojão Kamy’s aproveitando as promoções.
Além dos preços baixos os clientes encontram muita variedade em moda, com os mais recentes lançamentos do Sul do País. É só ir lá para conferir.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009




Fabinho em cena
Quem já estava dando como certa a saída do deputado federal Fernando de Fabinho da política pode quebrar a cara. Ele declarou esta semana que ainda não sabe se será candidato a reeleição que a decisão é do seu grupo político.

Ponto para Tarcízio

Consciente de que sozinho ninguém administra um município, o prefeito Tarcízio Pimenta foi a Brasília e se reuniu com os parlamentares de Feira de Santana, independente de cor partidária, que assumiram um compromisso de juntos destinarem R$ 10 milhões visando o desenvolvimento do município. De parabéns o prefeito e os deputados e senador de Feira de Santana.

Merenda escolar I
O vereador Frei Cal declarou na Câmara Municipal que não acredita na sindicância que apura um suposto desvio de merenda escolar da Secretaria Municipal de Educação. Sexta-feira passada (13), a polícia aprendeu um caminhão baú carregado de 500 quilos de merenda, sem guia de remessa. Segundo Frei Cal, desde a gestão do ex-prefeito José Ronaldo existem casos de extravio de merenda escolar no município.

Merenda Escolar II

O vereador Ângelo Almeida afirmou que “é lamentável que não se tenha aguardado o caminhão chegar ao destino, antes de ser interceptado. Seria possível, se tivesse sido adotada essa estratégia, chegar ao receptador. O motorista que transportava a carga, provavelmente, a levaria para outro criminoso. Lembremos que por quatro ou cinco meses, faltou merenda nas escolas”.

Ponto facultativo
O expediente nas repartições públicas do Poder Executivo Municipal, nos dias 24 e 31 de dezembro, será cumprido por compensação mediante acréscimo de uma hora diária na jornada normal de trabalho. A compensação vai ser efetuada no período de 30 de novembro a 21 de dezembro. Os serviços públicos essenciais cuja prestação não admita interrupções não fazem parte da medida. O decreto n° 7.873, de 16 de novembro de 2009, foi publicado em jornal de edição local na terça-feira (17).

Brasil corrupto

O Brasil está em 75º lugar no ranking anual de corrupção divulgado pela ONG Transparência Internacional, na terça-feira passada (17), em Berlim. Isto significa que o país está abaixo da média: recebeu 3,7 pontos em uma escala de 0 a 10. A pesquisa relacionou 180 países. O Brasil continua no pelotão dos piores, ou seja, entre os países com índice altíssimo de percepção da corrupção.

Sincol

O Sincol ingressou na Justiça com mais um pedido de antecipação de tutela com o objetivo de impedir que seja colocada em prática a lei que garante a gratuidade aos oficiais de justiça, no transporte coletivo urbano de Feira de Santana. A informação foi dada na Câmara pelo vereador Roberto Tourinho. Segundo ele, a entidade apresenta argumentos semelhantes à ação que foi impetrada contra a lei que reduz de 65 para 60 anos a idade mínima para o idoso ser beneficiado com o passe-livre nos ônibus coletivos.

Futebol I

Toda vez que o talento se sobrepõe à violência, ao roubo, à esperteza, eu vibro. Foi bom demais ver o Fluminense do Rio vencer o Cerro Portenho, de virada, a dois minutos do final do jogo. O Flu não derrotou apenas um time paraguaio recheado de argentinos. Derrotou a truculência dos jogadores, a conivência do juiz, e mais uma vez mostrou para o mundo a raça e o talento do melhor futebol do planeta. Alguém duvida?


Futebol II

Maradona fez escola e a França derrotou a Irlanda, na prorrogação, com um gol vergonhoso, onde o atacante não apenas tocou a mão na bola, mas conduziu e ajeitou como quis até tocar para o parceiro fazer o gol. Eu gostaria de ver como fica a cara dos velhinhos da FIFA que resistem ao uso da tecnologia para dirimir dúvidas em lances assim no futebol. E quero ver também com que cara a França vai jogar a Copa do Mundo. Será que Francês tem vergonha na cara?


Transito

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou nesta quinta-feira (19) o Projeto de Lei 7233/06, que obriga os pedestres a sinalizar com a mão antes de atravessar a faixa em ruas que não tenham semáforos e guardas de trânsito. Muito pertinente a matéria. Porém, antes de qualquer coisa é preciso educar os motoristas que não respeitam as faixas e muito menos os pedestres que tentarem atravessar uma rua sinalizando com a mão.

Feriados
Tem coleguinha por aí precisando se informar melhor. Esta semana tinha um questionando no rádio porque é feriado em diversos estados e municípios pelo Dia da Consciência Negra, e na Bahia e em Feira de Santana não é. O Estado, assim como o município, já esgotou sua cota de feriados prevista pela Constituição. Teria que tirar um para colocar outro. Qual?

Aliás...
Eu acho uma frescura esse negócio de consciência negra, branca, amarela, vermelha ou azul. Consciência já o é, por si mesma. Quem tem, tem. Quem não tem, não tem. Vamos parar com o preconceito e a hipocrisia.


Cristo Redentor

Continua até domingo (22) a festa em louvor a Cristo Rei na paróquia do Cristo Redentor – Jomafa. As celebrações acontecem sempre às 19:30 e em seguida acontece quermesse, atrações artísticas e culturais. No domingo acontece procissão às 16:30 e às 17 horas missa festiva celebrada pelo arcebispo metropolitano, Dom Itamar Vian.

Uma viagem ao passado
Nesta sexta-feira, 20, às 19h30, no Foyer do Museu Parque do Saber, abertura da exposição fotográfica "Feira de Santana: Uma Viagem ao Passado", promovida pelo Clube de Fotografia Gerson Bullos, com apoio da Prefeitura de Feira de Santana, por meio do Museu Parque do Saber Dival da Silva Pitombo, e da Fundação Senhor dos Passos, como parte das comemorações do centenário do jornal "Folha do Norte".

Poetando
“Por mais que eu fuja da poesia
ela continua querendo putaria”

(Edmundo Carôso in “Um Elefante no Telhado”.

Philosopher

“O dinheiro é a mais volátil das virtudes”
(Edmundo Carôso, idem)


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Por hoje é só que agora eu vou ali continuar lendo o livro de Edmundo Carôso

Artigo da Semana




Planejamento. Sem ele o progresso é um caos

Depois que o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Alfredo Falcão, chamou a atenção para o gargalo de trânsito que está se formando em algumas localidades da cidade, por conta do crescente número de condomínios, o prefeito Tarcízio Pimenta se apressou em dizer que está tudo sob controle e que estudos estão sendo feitos para a construção de vias alternativas que venham a proporcionar um bom fluxo de veículos naquelas localidades.
O problema é justamente este. Permite-se que as coisas aconteçam, sem prestar atenção nas conseqüências, e, depois, se corre para tentar emendar ou remediar o mal feito. E o pior é que autoridades, dentro do próprio governo, fecham os olhos a problemas eminentes, numa conivência muito suspeita.
Não estou aqui me colocando contra o progresso. O déficit habitacional de Feira de Santana ainda é muito grande, e vai aumentar muito, caso seja implantado o Pólo de Logística. É incalculável o número de famílias que virão para Feira de Santana por conta desta grande obra que, aliás, só depende de uma canetada do governador para ser iniciada. Seguramente, com o Pólo, a população da cidade irá beirar a casa de um milhão.
Então, onde colocar tanta gente? Contudo, volto a insistir, há que se ter um mínimo de planejamento. Não há motivo para se permitir, por conta do progresso, que se construam condomínios aleatoriamente, em áreas industriais, dentro de lagoas e Deus sabe lá onde mais.
Quando se constrói um condomínio, que abrigará centenas de famílias, existe toda uma gama de questões a serem observadas. O fluxo de veículos é apenas uma delas. Há ainda a avaliação do impacto ambiental, afinal, onde serão jogados os dejetos que o condomínio irá gerar? Qual o efeito que os moradores irão sofrer na área em que estão instalados? Isso tudo sem se falar nas questões de urbanização, como rede elétrica, água, esgotos, pavimentação, segurança, e tudo o mais.
Há alguns anos um grupo educacional adquiriu o prédio onde funcionou por muitos anos a empresa Phebo. Queria construir ali mais uma unidade de ensino superior. O departamento de engenharia da Secretaria de Planejamento embargou a obra, pois ali é uma área industrial, e não se pode instalar nada ali que não seja do setor industrial ou a ele inerente. Confesso que não sei se, depois, a obra foi liberada, mas essas coisas acontecem por aqui.
Recentemente, uma construtora escolheu uma área para construir mais um condomínio do programa “Minha Casa, Minha Vida”. Contudo, um zeloso funcionário da Prefeitura, vetou a área, justamente por estar ela sob os efeitos da poluição do Centro Industrial, o que fatalmente iria afetar os moradores, trazendo conseqüências posteriores. Certíssimo o funcionário.
Porém, o todo poderoso procurador geral do Município, que, que eu saiba, não é engenheiro nem técnico ambiental, deu parecer favorável liberando a obra, e o funcionário foi exonerado. Assim acontecem as coisas em Feira de Santana.

Crônica da semana



A vez dos cornos

O novo Código Civil Brasileiro prevê o pagamento de indenização à parte do casal que se sentir traída. Isto é: o homem ou mulher que provar que houve infidelidade conjugal por parte da sua outra banda da maçã, pode requerer na justiça um ressarcimento em dinheiro. O jornalista Edson Borges, ao saber da notícia, levantou uma questão importante.
É que nas classes média e baixa, onde a Confraria de São Cornélio tem um maior número de adeptos, a turma anda tão sem dinheiro que já incluiu no cardápio “canja de pardal”, como complemento alimentar. Então, como poderão pagar indenização?
É o próprio Borges quem sugere uma solução: Os nobres deputados poderiam instituir uma espécie de “Bolsa Chifre”, pra ajudar os cornos a pagarem suas dívidas. Aí eu fiquei imaginando algumas situações. Por exemplo: O cara no escritório pergunta pro outro se ele já conseguiu trocar de moto. “Ainda não, rapaz. Tô esperando o meu “vale chifre” que este mês ainda não saiu...” .
E como criatividade é o que não falta ao brasileiro, principalmente na hora de fazer armação pra tomar dinheiro do governo, eu imaginei o diálogo entre um casal de espertinhos armando um golpe.
- Escuta minha filha. Já conversei com compadre Chico e ele concordou em armar um “flagra” de adultério pra gente poder requerer uma “Bolsa Chifre” do governo.
- Tudo bem, mas quem vai ser o corno? Eu, você, ele ou comadre Maria?
- Já tá tudo acertado. Eu vou ser o corno. Eu vou fingir que viajo, ele vem aqui transar com você. Eu volto de surpresa e... tchan! É batata! Flagrante de adultério.
- Tudo bem. Agora era bom trazer comadre Maria pra ser testemunha do flagra, porque assim ela também pode requerer a Bolsa Chifre.
- Boa idéia. Vou já, já, telefonar pro compadre Chico pra acertar os detalhes.
É sempre assim. O governo cria um benefício e logo alguém encontra um meio de fraudá-lo. Pelo sim ou pelo não, eu vou fazer uma consulta ao setor jurídico aqui do jornal, pra saber quantas vezes a gente pode requerer o benefício. Vai que a coisa aperta mais ainda (se é que isso é possível) e a gente sempre pode descolar uma graninha extra.

sábado, 14 de novembro de 2009


Jornal Ultima Hora
Estreou segunda-feira passada (09), na Rádio Subaé 1080 AM, no horário das 22:30, o Jornal Última Hora, com proposta de notícia transmitida de um jeito diferente, particular e inovador. O jornal é apresentado por Ferreira Júnior, Jota Cardoso e Madalena Braga, e tem como diferencial o novo horário, o cuidado com a produção da notícia e a interatividade entre a equipe de repórteres e o ouvinte, que no programa será o construtor da notícia.

Jornal Ultima Hora I
O programa marca o retorno da jornalista e apresentadora da TV Subaé, Madalena Braga, ao rádio. Ela iniciou a sua carreira neste veículo em Itabuna, sua cidade natal. Agora volta para o radiojornalismo, com o compromisso de levar o melhor da informação para o ouvinte. As reportagens são feitas pelo radialista Jota Cardoso, que também apresenta o programa, e pelo repórter Daniel de Oliveira. A produção fica por conta de Vivian Rodrigues e a edição de Robson Peixoto. O programa vai ao ar de segunda a sábado, das 22:30 à 00:00. Sucesso!

Qual é a Boa?
A jornalista, professora e agora radialista, Madalena de Jesus, realmente está reforçando a equipe do programa Acorda Cidade, comandada por Dilton Coutinho. Desde a semana passada ela apresenta o quadro “Qual é a Boa”, que era apresentado pela versátil Linéia Fernandes e mais recentemente por Taíne Rodrigues, com muita categoria. Na sexta-feira (13), alem de informar a agenda cultural do final de semana, ela entrevistou o trio Dionorina, Gilsam e Jorge de Angélica, que fazem o show “Trilogia do Reggae” neste sábado, no Cuca, a partir das 20, com entrada franca. Vai fundo Madá! Sucesso sempre!


Pegou fogo na dor de dente

É o que diria o radialista Erivaldo Cerqueira, se vivo fosse, sobre discurso do vereador Marialvo Barreto, com críticas ao ministro da Integração e pré-candidato peemedebista ao Governo do Estado, Geddel Vieira Lima. “Não se escreve o que diz essa turma que segue o ministro”, disse o petista. A afirmativa fez até mesmo os oposicionistas saírem em defesa do deputado Colbert Martins Filho, que é do PMDB.

Marialvo
O vereador confirmou que, em seu entendimento, o ministro da Integração e parte do grupo que o acompanha não merece credibilidade. “Se alguém desejar, posso dar nome e endereço de alguns integrantes da turma de Geddel que não merece credibilidade, a exemplo do irmão do prefeito de Seabra. Basta ver a sua ficha policial”.

Frei Cal
Carlos Alberto da Rocha, o Frei Cal, que representa o PMDB na Câmara Municipal, afirmou: “Marialvo não pode falar pelo PMDB. Acho que devemos mesmo ter cuidado e inteligência. As coisas não devem ser generalizadas”.

Gente Boa
Do vereador Getúlio Barbosa: O problema do PT é o “ranço” de boa parte de seus militantes. “Gente boa, para o PT, são figuras como Sarney, Jader Barbalho, entre outros, desde que sejam aliados do governo”.

Ricardo Boechat
Eu não morro de amores pelo falecido senador ACM nem pelos seus parentes. Mas, que moral tem Ricardo Boechat para falar mal de ninguém? Justo ele, que foi demitido da revista em que trabalhava porque foi flagrado recebendo propina para falar mal de políticos.

Caetano Veloso
Ele é um tremendo mau caráter. Um verdadeiro cavalo batizado. Boçal e arrogante. Mas é um artista incomparável. O que ele disse sobre Lula é o que todo mundo diz. E é verdade. Só discorda quem faz parte da quadrilha de Lula, os que recebem Bolsa Esmola e os inocentes úteis. Não é o meu caso.

Professor Almeri
O ex-candidato a prefeito morreu esta semana. O prefeito Tarcízio Pimenta deve estar morrendo de saudades das bicudas que ele lhe dava nas canelas, nos babas do colégio Estadual.

Tragédia em alto mar
Embarcam em breves dias para um cruzeiro pela costa brasileira o fotojornalista Reginaldo Tracajá e o cantor Cescé. Eu contratei uma dupla de Paparazzi para acompanhar a viagem dos dois nos mínimos detalhes. Dá filme e livro dos bons. Imperdível.

Apagão
Por que o governo não admite logo que foi o Fernandinho Beira Mar quem comandou o Blackout?

Esperança
Do radialista Reginaldo Lima, falando em relação ao Bahia, que luta contra o rebaixamento para a série C do Campeonato Brasileiro: “A esperança é a ultima que morre. Mas, morre”.

Verde
Estou escrevendo da região do sisal, onde estou realizando um trabalho. Apesar do forte calor, o cenário ainda é verde. Mas, até cerca de um mês, de verde por aqui só pano de mesa de sinuca e periquito. Os criadores da região tiveram que colocar óculos Rayban no gado para que eles comessem o capim pensando que estava verde. Agora mesmo passou um urubu por aqui voando com uma asa e se abanando com a outra.

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Por hoje é só que agora eu vou ali tomar uma geladinha para combater o calor

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Festa do Cristo Rei


Começa neste domingo (15) a festa em louvor a Cristo Rei, na paróquia Cristo Redentor – Jomafa, as 19h30min. O tema é “Edificar a Igreja: missão de todos nós!” As celebrações se estenderão até o dia 21. Alem de liturgia festiva, terá também quermesse, atrações artísticas e culturais.
Os festejos serão encerrados no domingo, 22, com procissão as 16h30min, seguida de missa festiva, Às 17hs, celebrada pelo arcebispo metropolitano, Dom Itamar Vian.

Crônica da Semana


Cescé

O cantor Cescé é o sujeito mais desligado deste mundo. Certo dia ele e o compositor e músico Alcivando Luz, que era tão desligado quanto ele, acertaram um show numa cidade. Saíram de Feira para fazer o show e encontraram o clube fechado. Procuraram o diretor social que os contratou e foram reclamar com cara de poucos amigos. “Pô! Como é que você cancela o show e não avisa nada pra gente”? Calmo e irônico, o diretor esclareceu: “Não cancelei o show não amigos, vocês e que chegaram com um dia de atraso”.
Já em outra oportunidade, ele havia montado uma banda e acertou um show, também para uma cidade vizinha a Feira. Quando chegou lá tava tudo fechado. Ele desceu do ônibus e foi procurar o contratante. Encontrou o cara num bar, bebendo com amigos e este, quando o viu, ficou surpreso: “Ué! Você por aqui?” É que Cescé chegou com a banda uma semana adiantado.
Mas ele é assim mesmo. Calmo e desligado. Uma vez, na praia, ele se meteu a surfar. Só que quando ele levou a prancha para pegar uma onda, em vez de seguir em direção à praia, as ondas o levavam cada vez mais para alto mar. Ele tentava remar com as mãos, mas as ondas o puxavam de volta. Os amigos, percebendo o que acontecia, gritaram pra ele: “Tenha calma, Cescé!”. E ele, tranqüilo: “Eu tô calmo, o mar é que está nervoso”.
Mas o seu talento lhe valeu um convite para uma temporada na Itália, com a cantora Rosa Baiana. No dia da partida, Caguto foi leva-lo ao aeroporto. Já saíram daqui atrasados, é claro. E quando chegaram, o avião já estava se dirigindo à pista. Foi um sufoco pra conseguir embarcar Cescé no vôo internacional. E nessa lida, ele acabou fazendo amizade com um co-piloto e, numa escala em São Paulo, ele foi ao bar tomar chopp com o co-piloto. Conversa vai, conversa vem, ele disse que estava indo para a Itália. Surpreso o rapaz lhe avisou que o avião já estava saindo. Cescé, surpreso e assustado, ainda questionou: “Ué! Mas você não é piloto, não vai junto?” O rapaz explicou que ali começava sua folga, que outro assumira o seu lugar, e justamente por isso estava bebendo, o que não faria se fosse pilotar. Foi outra zorra pra embarcar Cescé.
O avião fez outra escala na Alemanha, onde haveria baldeação. Césce, que saiu daqui vestindo uma camiseta, um bermudão e sandálias, enfrentou um frio de quatro graus abaixo de zero. Tiritando, tentava encontrar o portão de embarque. Sem entender patavina de Alemão ou Inglês, ele tentava se comunicar e não conseguia. Até que descobriu uma moça atrás de um balcão onde se lia: “Informations”. Aí ele perguntou:
- “Moça, onde é que eu embarco no avião que vai pra Itália?”
- Do you speak English?
- Ô, moça. Eu só sei falar nordestino.
Depois de muita confusão, na base do “Portunhol” ele se fez entender e conseguiu embarcar. Chegando na Itália, o pessoal do aeroporto o pegou pelo braço e conduziu até uma seleta, onde lhe serviram água, cafezinho e até um lanche, enquanto conferiam seus documentos. A cantora Rosa Baiana, que deveria pegá-lo no aeroporto, estava atrasada e Cescé não entendia nada do que o pessoal lhe perguntava.
Quando finalmente a cantora chegou, conversou com o pessoal do aeroporto e, depois, levou Cescé pra casa. No caminho, Cescé comentou:
- Simpático esse pessoal daqui. Nem me conheciam e me trataram tão bem, até lanche me deram. Gostei.
- É Cescé, só que aquele pessoal é do serviço de emigração, e já estavam providenciando deportar você de volta para o Brasil.