segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Feira do Bode *

Nos idos anos sessenta/mamãe me metia medo
Menino não me atenta/senão eu chamo o bode preto
Era o bode de Helena/uma Mãe de Santo invocada
Dona de um imenso bode/que assustava a meninada

E lá se vão trinta anos/e o bode volta a assustar
Um bode preto medonho/que o prefeito mandou buscar
Queria fazer um despacho/contra nossos nobres edis
Mas a macumba, que diacho/não teve um final feliz

A coisa virou notícia/chacota em todos jornais
Gozações da oposição/registradas nos anais
Ridiculizado em horário nobre/o prefeito se abateu
Pois com o ebó do bode preto/foi o pai de santo quem morreu.


* O ex-prefeito Clailton Mascarenhas caiu no ridículo quando o jornalista Edson Borges descobriu que ele havia encomendado os serviços de um pai de santo para fazer um “despacho” contra os vereadores da oposição. Esses versinhos foram publicados na coluna “Sempre Livre”, no jornal Tribuna Feirense.

NE: Publicado no livro A Levada da Égua
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